HomeNoroeste Entrevista sábado, 4 de novembro de 2017 09:16

OS DESAFIOS DA INFRAESTRUTURA URBANA

Rodrigo Burkle fala dos projetos de Santa Rosa.

Rodrigo Burkle, tem 34 anos, e é uma cara nova na política local. Foi eleito em 2016 pela primeira vez como vereador pelo Partido Progressista, com 1.104 votos. Vindo de uma família com representatividade na comunidade, seu pai, Valmor Burkle, e seu avô Harrald Burkle, ambos já foram vereadores e ocuparam secretarias em respectivos governos.

Casado com Cristiane com que tem um filho, Ramon é na família que encontra o porto seguro para continuar trabalhando em prol da comunidade. De origem simples, antes de entrar na política atuou como motorista, e conta que o desejo de participar de um pleito veio de uma necessidade de representar inicialmente o Bairro Planalto, onde reside, além das demais comunidades com quem sempre tinha envolvimento.

NOROESTE: Como a liderança foi destacada em sua vida?

Rodrigo: Olha, minha família sempre participou assiduamente da comunidade, talvez daí veio o principal incentivo. Quando jovem participei de Grêmio Estudantil da escola, Associação de Moradores onde tive meu primeiro contato e envolvimento exercendo liderança. Minha família participou diretamente de ações comunitárias, meu pai e avô foram vereadores, secretários e isso também me levou à políticou.

Minha eleição vêm do envolvimento de um grande círculo de amigos conquistado por si e por seus familiares, e o bom trabalho exercido pelos antecessores da família. Cheguei a ser eleito e aí tinha um novo desafio.

 

NOROESTE: Logo após ser eleito você descartava assumir vaga no Governo. O que te fez mudar de opinião?

Rodrigo: Primeiramente foi um desafio, descartei inicialmente, mas refletindo sobre o novo modelo da secretaria, onde toda a parte da infraestrutura e serviços se deslocaria para a mesma pasta. Vi que teria mais condições de apresentar um bom trabalho e dar resultados satisfatórios para a comunidade. Por fazer parte de um grupo vitorioso e pelo convite vir do prefeito Alcides Vicini eu tive que aceitar, podendo assim contribuir não só com meus eleitores.

 

NOROESTE: Como foi a reação de seus eleitores sobre a decisão?

Rodrigo: Procurei explicar principalmente para os cabos eleitorais. Recebi grande apoio, pois poderia prestar um grande trabalho. Hoje busco compensar em serviço para todos, indiferente de terem votado em mim ou não. Acho que esse é o papel, estando ou não na câmara. Os votos me trouxeram para a Secretaria e não descarto voltar a qualquer momento se necessário. Como figura pública não faltei a ninguém que me procurou. Procuramos, como secretaria, fazer tudo que está ao nosso alcance, como se eu tivesse na Câmara.

 

NOROESTE: Quando assumiu qual foi à principal mudança do privado para o público?

Rodrigo: A principal diferença é a morosidade para adquirir insumos e contratar serviços. A burocracia e as regras impedem que as coisas aconteçam de forma ágil. Tem uma lentidão e isso é o grande gargalo e continuará sendo. Às vezes achamos soluções que não são as mais cabíveis para o momento para fazer o que realmente queremos. Precisamos amenizar o problema e é isso que fizemos até termos condições de resolvê-lo de maneiro definitiva.

 

NOROESTE: Quais as principais dificuldades encontradas na Secretaria?

Rodrigo: Nós tínhamos agricultura e a parte urbana juntas. Logo no início já tivemos a separação das pastas e isso nos auxiliou muito. Hoje nossa pasta cuida da cidade, claro em extrema necessidade nossa equipe auxilia a área rural, ou vice-versa. Não deixa de ser um trabalho conjunto, tanto que as secretarias são juntas. A demanda continua sendo grande.

 

NOROESTE: A falta de recurso público implica nas ações da pasta?

Rodrigo: Apesar da escassez de recuso conseguimos com muito empenho manter um serviço de qualidade para todos. Atendendo os anseios da coletividade. Nosso objetivo é fazer mais com menos. Não podemos deixar a desejar com o serviço essencial que possa prejudicar.

Para nós a prioridade é deixar as ruas e avenida em condições de trafegabilidade, sinalização bem cuidada evitando acidentes e prejuízos aos contribuintes, além de uma cidade bonita e boa de viver.

 

NOROROESTE: Quais as principais ações que estão sendo desenvolvidas pela Secretaria?

Rodrigo: São muitas e as demandas são diárias. Entre as principais foi dado continuidade as obras do PAC, que trata de asfaltamento de dezenas de ruas, as quais receberam asfalto. Estamos trabalhando no terceiro lote das obras, com diversas ruas contempladas sendo uma grande parte no Bairro Planalto, que desde 1991 não recebia melhorias.

Outra grande obra que está em andamento são os gabiões, ou muros de contenção no Rio Pesseguerinho, o qual estava em uma situação caótica e está recebendo toda a parte e melhoramento na sua encosta.

Considero as duas as principais e que tem uma atenção especial. Posso citar também a segunda parte da Avenida América que em breve acontecerá à licitação.

Outro grande avanço é o projeto de iluminação pública. Optamos em substituir as lâmpadas antigas por modelos mais econômicos e eficientes. Garantimos assim economia aos cofres público e principalmente segurança para quem utiliza espaços públicos. Além das pautas diárias, das necessidades que surgem com as intempéries do tempo, atuamos também no trânsito, implementando mudanças.

 

NOROESTE: No trânsito, quais as mudanças que ainda estão por vir?

Rodrigo: Uma das mudanças que irá acontecer será a definição de horários para caminhões grande porte, que será iniciada a partir do próximo ano, com implementação de placas, e sinalização. Contaremos com uma fiscalização intensa, claro que no início teremos uma equipe para orientar os motoristas. Nosso objetivo não é prejudicar o trabalho, mas sim viabilizar o trânsito como um todo.

Outras pequenas mudanças são feitas conforme a necessidade e novos asfaltamentos. Eles nos remeterão a outros roteiros, muitas vezes tendo de sinalizar ou até mesmo alterar o fluxo. As mudanças precisam ser implementadas, quando a necessidade for sentida.

 

NOROESTE: De onde vêm as demandas do trânsito e como elas são definidas como prioridades?

Rodrigo: Elas vem de toda a comunidade, e de nós mesmos. Participamos e integramos o Conselho de Trânsito, onde são discutidas as futuras ações que pensamos e projetamos. No caso das sinaleiras, por exemplo, sentimos a necessidade, a comunidade nos cobrava algo, e foi um grande acerto. Num primeiro momento as mudanças geram um pouco de polêmica, mas a população acaba se acostumando e vendo os resultados. Um dos reflexos das mudanças é a diminuição de acidentes com gravidade na parte urbana. Só isso já é um sinal que estamos no caminho certo. Só neste ano tivemos cerca de 21% de redução nos registros, isso devemos comemorar.

 

NOROESTE: Com muitos espaços para serem mantidos, como a pasta atua na demanda?

Rodrigo: Como abrangemos parques, jardins, precisamos buscar ainda mais parcerias público-privadas para que locais de uso coletivo se torne mais acolhedor para quem frequentar. Um dos exemplos é o aeroporto, onde somos responsáveis. Temos a parceria muito forte com o Clube de Aviação da cidade, onde juntos procuramos manter o espaço.

Estamos buscando novas parcerias, principalmente incentivando que cada comunidade, a partir da revitalização das praças, cuide do local. A população precisa manter as áreas públicas limpas, nossa proposta é que cada comunidade adote a praça de seu bairro, e plante flores. Nós disponibilizamos inclusive servidores da secretaria, mas precisamos colocar na mente das pessoas que elas precisam zelar pelo espaço público, pois é de todos nós.

 

NOROESTE: Qual a participação da pasta nos evento da comunidade?

Rodrigo: Em 10 meses a frente da secretaria organizamos seis multirões, e participamos de infraestrutura das três feiras, Indumóveis, ExpoCruzeiro e Hortigranjeiros. Nossa participação se dá através da mão de obra, através da equipe de iluminação e preparação para o parque. Deixamos, junto com a organização, tudo pronto para receber os visitantes. É um empenho coletivo que colhe frutos. Isso já vem de anos, indifere de quem está no comando, mas precisamos manter e garantir as ações.

 

NOROESTE: Quais são seus projetos futuros? Pensa em concorrer a prefeito ou vice?

Rodrigo: Primeiro preciso agradecer a comunidade por me escolher. Ainda não sei se voltarei a colocar meu nome a disposição para vereador novamente, é questão de tempo e temos três anos para avaliar isso. Estou gostando muito da experiência, mas meu nome sempre estará a disposição do partido em qualquer situação no qual desejarem.

Já sobre um sonho mais ousado na política “quem não tem”, mas isso não depende apenas de mim, e sim da aceitação da comunidade. Procuro dar o meu melhor, e se os frutos forem esse, poderemos avaliar com carinho no futuro. Não escondo o desejo em participar futuramente num pleito executivo, mas avalio tudo com cautela.

 

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