HomePolícia quinta-feira, 13 de julho de 2017 17:45

Polícia indicia duas monitoras por morte de bebê em creche

Delegado constatou que ocorreu homicídio culposo por entender que as monitoras têm a obrigação de zelar pela saúde e segurança dos bebês.

O delegado Tiago Tescke, titular da 2ª Delegacia de Polícia lotada no Bairro Cruzeiro, indiciou ontem, 13, duas monitoras da Escola de Educação Infantil Paulo Freire, da Vila Progresso, pela morte do menino de 11 meses Rafael Perin, ocorrido no último dia 29 de maio.

O delegado constatou, após as investigações, que ocorreu homicídio culposo por entender que as monitoras têm a obrigação de zelar pela saúde e segurança dos bebês que estão sendo cuidados. Tiago diz que ambas as citadas no processo, negligenciaram ao não notar que a criança estava se afogando. Afirma que elas declararam não terem saído da sala e não viram o bebê se afogar. "Ainda solicitei para a perícia se a criança apresentaria alguma reação no instante do afogamento e fui informado que sim, que ela se debate, apresentando sinais, o que não foi visto pelas cuidadoras", informou.

Tescke teve de intervir no caso, pois a criança foi levada ao hospital e após ser constatada a morte foi liberada aos familiares, inclusive com atestado de óbito. Tiago explica que teve informações que a criança estava em óbito na escola e por isso sentiu a necessidade de encaminhar o corpo para o Instituto Médico Legal (IML). O delegado precisou se dirigir ao velório para conversar e convencer os pais sobre a necessidade de o corpo submeter-se a uma necropsia. "Os pais entenderam e foram compreensíveis", lembrou.

Segundo o laudo inicial, a criança morreu por obstrução das vias aéreas causadas por um liquido.

Delegado Tiago Tescke, titular da 2ª Delegacia de Polícia.
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