HomePolícia segunda-feira, 26 de março de 2018 08:12

Retomado o projeto “Papo de Responsa”

Com o projeto os alunos passam a ter o entendimento que pequenos delitos, por mais simples que sejam sempre resultam em sérias consequências.

A inspetora Mariana Araújo e as escrivãs Patrícia Batirola, Josiele Wielang e Rosana Lisik abraçaram em 2017 o Projeto “Papo de Responsa”, criado há cerca de dez anos na cidade do Rio de Janeiro por um policial civil chamado Roberto Chaves. A iniciativa chamou a atenção da Polícia Civil do RS, que assinou um convênio com a Políciado RJ.

Com o apoio da 10ª Delegacia Regional, comandada pelo delegado Ubirajara Daniel Diehl Júnior, as quatro agentes policiais tiveram autorização para se deslocarem até a cidade de Santo Ângelo, aonde participaram de curso de capacitação. No ano passado o projeto foi apresentado em três escolas de Santa Rosa: Polivalente, Mercedes Motta e Visconde de Cairu.

Em 2018, os trabalhos foram retomados e a primeira escola a receber as policiais foi a Pedro Speroni, da Vila Speroni, no Bairro Cruzeiro. Durante o “Papo de Responsa” as agentes buscam esclarecer várias situações e tirar dúvidas dos alunos. Elas destacaram que a Polícia Civil está visitando as escolas para que, futuramente, esses mesmos estudantes não procurem a polícia como vítimas ou se tornem autores de ações ilícitas.

A diretora da Escola Pedro Speroni, Iondir Shedler, comentou que as comunidades vivem uma realidade em que os jovens e adolescentes estão cada vez mais presentes em um mundo de conflitos, iniciam relacionamentos precocemente e, na maioria das vezes, repetem situações vivenciadas na própria família, como agressões físicas ou verbais. Para a diretora, conversar sobre tais aspectos é extremamente importante para que haja a compreensão de que a partir do diálogo é possível estabelecer relações em uma cultura de paz.

Com o projeto os alunos passam a ter o entendimento que pequenos delitos, por mais simples que sejam sempre resultam em sérias consequências. Como primeiro impacto dos alunos ao receberem a visita das quatro policiais, a diretora disse que ficaram um pouco assustados, acuados e apreensivos. “No entanto, as policiais femininas conseguiram interagir devido à dinamicidade do papo, no qual em alguns momentos elas falavam e em outros os estudantes, resultando em uma atividade com questionamentos, consolidando alguns conceitos e reflexões de suas próprias ações.

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