HomePolítica sexta-feira, 5 de maio de 2017 07:28

Bohn Gass volta acriticar a Reforma da Previdência

Em audiência da Frente Parlamentar na semana passada, Bohn Gass ouviu de representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, a mesma avaliação em relação à Reforma da Previdência.

“O maior prejuízo que o homem e a mulher do campo terão se a Reforma da Previdência do governo de Temer for aprovada, é o fim da condição de Segurado Especial da Previdência”. A constatação é do presidente da Frente Parlamentar Nacional em Defesa da Previdência Rural, deputado federal Elvino Bohn Gass (PT) considerando que, além da perda econômica, os trabalhadores rurais serão vítimas de uma profunda injustiça. Em audiência da Frente Parlamentar na semana passada, Bohn Gass ouviu de representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, a mesma avaliação em relação à Reforma da Previdência.

O que caracteriza a condição de Segurado Especial da Previdência aos agricultores é a contribuição feita por meio da produção, ou seja, a partir do que a família obtém como renda após comercializar os produtos do seu trabalho. “Com a proposta de Temer, a Previdência passa a exigir uma contribuição fixa e mensal de cada membro da família. A previsão é de que será algo em torno de R$ 50,00 por pessoa, o que compromete, definitivamente, a renda da agricultura familiar. Isso é um absurdo, ainda mais porque a renda desses homens e mulheres é de acordo com a safra. E safras não se colhem todos os meses”, citou.

Bohn Gass saudou a mobilização nacional que já obrigou o governo Temer a fazer modificações no projeto, mas garante que as mudanças não corrigem as distorções. “A principal injustiça continua. Antes, tentaram exigir que as mulheres trabalhassem até os 65 anos, como os homens. Isso caracterizava o desprezo deste governo para com a dupla jornada feminina e foi totalmente rechaçado pela sociedade. Então, passaram a exigência para 57 anos no meio rural e 62 anos no meio urbano, mas basta um cálculo simples para ver que isso também representa uma grande perda de renda para as trabalhadoras porque o tempo se amplia até elas conseguirem aposentadoria, é um período em que ela já poderiam estar recebendo. Para os homens, valem cálculos semelhantes, ou seja, todo mundo que trabalha perde com essa reforma”, disse.

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