HomeRegião sábado, 8 de julho de 2017 10:18

PEDÁGIO Região é contra praça proposta por Sartori

Debate ocorreu na semana que passou, em Giruá.

A garantia de que a praça de pedágio na ERS 344 entre Santa Rosa, Giruá e Santo Ângelo só seja instalada no local depois de um debate amplo com as comunidades envolvidas, da definição de critérios claros na formação das tarifas e do retorno aos municípios afetados, foi a principal preocupação manifestada pelos participantes da audiência pública que discutiu o tema na manhã de sexta-feira, 30, na Câmara de Vereadores de Giruá. O evento foi promovido pela Comissão de Serviços Públicos do Legislativo da AL, por solicitação do deputado Jeferson Fernandes (PT). Foi avaliado que os dados apresentados até agora são imprecisos, o que dificulta uma posição. A comissão buscará que o Governo Sartori assuma o compromisso de reunir o secretário de Transportes, Pedro Westphalen e uma comissão mista, composta por representantes de Santa Rosa, Santo Ângelo e Giruá, para prosseguir a discussão.
Segundo Jeferson, há temor quanto à possibilidade de o edital de instalação da praça de pedágio ser lançado antes do debate com a população, o que inviabilizaria a alteração de normas definidas no processo. “Não tem como voltar atrás, se o edital for lançado. A menos que no documento haja a prerrogativa de que a vontade da comunidade se sobrepõe ao próprio edital. Do contrário, só nos restará aguardar o resultado trágico da situação”, alertou. Ele atribui a preocupação ao fato de o governo e a base aliada terem aprovado um projeto no ano passado que define um modelo de pedagiamento com prazo de 30 anos de vigência, sem regras para a formação das tarifas e sem o comprometimento das empresas com melhorias para as comunidades onde serão instaladas as praças. Além disso, o mais grave para Jeferson é o fato de que o mesmo projeto do governador retira da Assembleia Legislativa o papel de fiscalizar este processo. “Não se trata de ser contra ou a favor de pedágios, mas condenar uma lei que não assegura a participação das comunidades e critérios para cobrar tarifas e investimentos por parte das concessionárias” reforçou.
“Vamos seguir trabalhando para que haja um modelo de concessão que dê certo”, concluiu Jeferson.

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