HomeSaúde sábado, 4 de novembro de 2017 08:59

O que fazer com a azia?

“Na maioria das vezes os sintomas são eventuais e auto-limitados, porém algumas pessoas têm sintomas mais frequentes e que demandam tratamento”.

Muitas pessoas sofrem com azia. A cena já é conhecida, depois de alguns excessos na alimentação, uma queimação começa na boca do estômago e sobe pelo peito, causando um desconforto muito grande. Esse não é exatamente um sintoma raro estima-se que cerca de 20% da população tenha pelo menos um episódio de azia por semana.

Segundo Dr. André Petter Rodrigues, Cirurgião do Aparelho Digestivo, “Na maioria das vezes os sintomas são eventuais e auto-limitados, porém algumas pessoas têm sintomas mais frequentes e que demandam tratamento”.
Doença do refluxo gastro-esofágico é frequente e merece atenção. A azia é a manifestação mais comum da doença do refluxo. Dr. André destaca que a azia ocorre por uma falha no mecanismo que existe para impedir o retorno da secreção ácida do estômago para o esôfago. Quanto maior o volume de suco gástrico no esôfago, mais intensos os sintomas, que além da azia podem envolver regurgitação (retorno dos alimentos para a boca), tosse crônica, erosão do esmalte dos dentes, mau hálito, entre outros. A longo prazo, a inflamação no esôfago que resulta do refluxo pode levar a consequências mais sérias, como estreitamentos do esôfago, dificuldades para engolir e câncer de esôfago.
As medidas iniciais para controle dos sintomas consistem normalmente em emagrecer(no caso de pacientes com sobrepeso), e evitar os excessos alimentares que sabidamente provocam os sintomas. Apenas esses cuidados, associados ao uso eventual de antiácidos, podem ser o suficiente para controlar os sintomas em grande parte dos casos.

Mas Dr. André Petter Rodrigues destaca ainda que pacientes com sintomas persistentes e diários, sobretudo os com evidências de inflamação no esôfago resultante do refluxo, necessitam do uso contínuo de medicações por intervalos de tempo variados. Para pacientes que só conseguem ter um bom controle de sintomas com o uso contínuo de medicamentos e para aqueles com sintomas refratários, a cirurgia deve ser considerada como tratamento definitivo para o problema.
O Cirurgião do Aparelho Digestivo, Dr. André ressalta que é preciso estar atento. “Quando ocorre em pessoas acima dos 50 anos ou se torna recorrente, intensa e principalmente associada a outros sintomas como perda de peso e dificuldade em engolir, uma avaliação médica é necessária para excluir a possibilidade de outras doenças associadas”, finaliza.

 

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