HomeSaúde sexta-feira, 8 de setembro de 2017 16:15

Sete suicídios em 2017

Mudança de comportamento é perceptível aos familiares daquele que pensa em suicidar-se.

Setembro é o Mês Amarelo, mês de prevenção ao suicídio em todo o país. O setor competente da Fundação Municipal de Saúde, coordenado pela psicóloga Adriane Soares Alpe, com apoio de todas as unidades básicas de saúde e do CAPS II (Cruzeiro), trabalha intensamente sobre o assunto no plano local.

Os números não são nada animadores se comparados com o ano passado. Em Santa Rosa, em 2016, foram registrados sete suicídios. Em 2017, até o final de agosto, ou seja, em dois quadrimes-tres, também é sete o número de suicídios já registrados. Já No IML de Santa Rosa foram necropsiados 18 corpos de suicidas da região nos últimos três meses. E no Rio Grande do Sul, a cada dia três gaúchos tiram suas próprias vidas.

“Temos vários tabus que precisam ser desmistificados, como é o caso de quando a pessoa que está pensando em cometer o suicídio não falará sobre isso. Isso é muito sério e que precisamos confrontar. A pessoa fala sim, ela pede ajuda, dá sinais, fala literalmente que pensa em se matar e que tem um plano suicida, mas muitas vezes não é ouvida”, alerta a psicóloga Adriane Alpe. É o velho tabu de que aquele que fala não irá fazer. Alerta que em muitos casos é a família que está despreparada para ouvir e intervir. Alerta que alguns suicidas não planejam, partem para o suicídio no impulso.

Áureo Carvalho Spengler, técnico de enfermagem do Posto de Saúde da Vila Júlio de Oliveira, registra que as pessoas com tendência suicidas estão procurando mais os profissionais da área pública para se abrir a respeito. “Até porque o assunto vem merecendo maior publicação nos últimos anos, o que é correto. A imprensa deve abordar com mais assiduidade a questão”, destacou.

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