HomeSaúde sexta-feira, 17 de novembro de 2017 19:57

Trabalhadores do hospital Dom Bosco exigem a saída da atual gestão

Grevistas reclamam por atraso de salários e criticam a administração da entidade.

A greve dos funcionários do Hospital Dom Bosco completou nesta sexta-feira, 17, sete dias. A assembleia que deliberou pela paralisação durou cerca de 15 minutos na porta de entrada da Instituição.

O Sindisaúde alega que o Hospital efetuou o pagamento de R$ 70 mil referente ao mês de setembro na última terça-feira, porém, ainda falta quitar os vencimentos do mês de outubro e cinco meses do Vale Alimentação no valor de R$ 78,85 cada, além de atraso do depósito de taxas como o FGTS.

Outro problema enfrentado pelos trabalhadores está referente a contribuição sindical, que chega, segundo sindicalistas a 90 mil de atrasos. Uma fonte ligada ao Jornal, destacou que no caso de empréstimos consignados, o hospital não repassa os valores ao banco, criando outro problema para os trabalhadores.

Os trabalhadores reclamam bem mais do que o atraso dos salários, eles afirmam que a gestão atual deixa a desejar, e foi ela que colocou o hospital na situação atual. “Exigimos que o presidente e toda a diretoria seja destituída, e um grupo que realmente esteja comprometido assuma”, destacou a liderança do movimento. Cartazes com frases “Fora Milton” foram distribuídos em frente a instituição.

Procurado pela reportagem, o presidente do hospital, Milton Dummel, ainda não se manifestou sobre o assunto.

No dia da deflagração da greve Milton estava em viagem. Falando em nome da Instituição, a superintendente Leila Pinto declarou que o Dom Bosco tem a receber dinheiro da Fundação Municipal de Saúde a título de serviços já prestados, ressaltando não se tratar de atraso. Questionado a respeito, o advogado Anderson Mantei, presidente da Fundação Municipal de Saúde assegurou que a Fundação “não tem um centavo de débito para com o Hospital Dom Bosco”.

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