HomeSaúde sexta-feira, 19 de janeiro de 2018 15:35

Um problema

Anderson Mantei, presidente da Fundação de Saúde, determinou um estudo mais apurado para aproximar os altos índices de desistências dos usuários do SUS no meio do caminho.

De todos os encaminhamentos que usuários do SUS fazem através dos serviços prestados pela Fundação Municipal de Saúde, a estimativa inicial é de que 30% não se constituem num benefício final. Ou seja, o usuário não vai até o fim. Desiste na metade do caminho.

“Além de prejuízos financeiros, os desistentes acabam prejudicando pessoas que estão na fila e que poderiam, diante da desistência, serem antecipadamente beneficiados”, reagiu Anderson Mantei, presidente da Fundação.

A desistência vai desde consultas e exames prestados nos postos de saúde (não vão retirá-los), consultas especializadas (que a Fundação paga mesmo se o usuário não comparecer, por ser um trabalho contratado) e, pasmem, até em cirurgias.

A área competente da Fundação Municipal de Saúde, diante de índices tão elevados, está começando um estudo visando precisar os números para levantar os prejuízos. A partir daí, uma campanha de conscientização deverá ser lançada.

Em um caso, para se ter uma noção do comportamento de alguns usuários, aconteceu o seguinte: uma médica tinha uma cirurgia marcada para determinado horário e foi informada pelo bloco cirúrgico que poderia antecipá-la. Chegando ao bloco, foi informada pelo médico que faria a cirurgia agendada para mais cedo, pelo SUS, (um procedimento simples no sistema digestivo), que a paciente ‘mandou’ avisar que não se submeteria à operação porque estava com medo. “Esta mesma paciente fatalmente um dia entrará na UPA em estado de urgência, virá direto ao bloco cirúrgico e talvez será internada na UTI. Vejam os custos e a mobilização de emergência que ela irá gerar”, comentou o médico.

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