HomeTrânsito sexta-feira, 20 de janeiro de 2017 09:47

Nosso trânsito é desorganizado e agressivo

PESQUISA: Júlia Machado e Indiara Segatt foram as acadêmicas que compilaram dos dados da pesquisa.

Pelo menos é isso que foi apurado em recente pesquisa feita pela Unijuí. Atualmente há menos de duas pessoas para cada veículo no Rio Grande do Sul, evidenciando um crescimento de frota de 72,4% nos últimos 10 anos. Somente em Santa Rosa a frota em circulação ultrapassa os 50 mil veículos. Estes dados evidenciam que as cidades, de maneira geral, possuem um desafio em termos de infraestrutura para comportar todos esses veículos.
Para além da quantidade de carros, outro aspecto importante a ser avaliado diz respeito ao comportamento dos motoristas em função desse aumento expressivo no número de veículos em circulação. Diante disto, as estudantes Indiara Segatt e Júlia Machado, da disciplina de Pesquisa de Mercado do curso de Administração da Unijuí, realizaram um estudo com 282 condutores que utilizam o trânsito de Santa Rosa, abordando assuntos como infrações, respeito às leis de trânsito e hábitos dos motoristas.
Ao avaliar o trânsito, as palavras com maior índice de concordância por parte dos respondentes foram: desorganizado (80,5%) e agressivo (66,3%).
Os motoristas entrevistados demonstram possuir alguns bons hábitos, pois 97,1% afirmam dar preferência aos pedestres na faixa de segurança e 97,9% usam a seta para mudança de direção do veículo. Entretanto, quando questionados sobre infrações de trânsito que já tenham cometido, 40,7% admite que já excederam a velocidade permitida, 19,1% que dirigiram em estado de embriaguez, 25,6% não fizeram uso de cinto de segurança e 23,4% usaram o celular enquanto dirigiam.
Mais especificamente com relação ao consumo de álcool, 37,3% admitem dirigir quando não se sentem “alterados”, 36,8% concordam que costumam sair com pessoas que dirigem mesmo tendo consumido bebidas alcoólicas e destes, 17% “fazem piada” de quem se nega a dirigir pelo fato de ter bebido.
Outros dados que chamam atenção demonstram que 30,1% admitem já ter discutido com outros motoristas por causa do trânsito, 65,9% já se utilizaram da buzina quando perceberam algo errado no tráfego, 29,4% andaram perigosamente próximos a um carro para que o condutor do veículo que estava à frente deixasse ultrapassar e 14,9% já estacionaram em local proibido.
De acordo com o professor do curso de Administração Luciano Zamberlan, este estudo de caráter exploratório identificou um conjunto de informações relevantes que pode fomentar discussões para melhorar o processo de educação voltado à formação de condutores e ao trabalho de fiscalização, com o propósito de evitar acidentes e melhorar o trânsito do município.

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