HomeTrânsito sexta-feira, 7 de abril de 2017 08:28

TRÂNSITO PESADO

Finalmente Prefeitura e Sintralog debatem o tema.

O tráfego de cargas pesadas em áreas centrais é um assunto em pauta há décadas em Santa Rosa, mas jamais foi à prática qualquer negociação na busca de um entendimento com a classe representante dos transportadores. O debate foi instalado por provocação do Governo Municipal, que chamou o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística (Sintralog) para a discussão.

O prefeito Alcides Vicini foi alertado recentemente por um especialista em asfalto da Fatec, que recomendou urgência nas tratativas. “Nosso departamento de trânsito enviou ao Sintralog uma sugestão avaliada e aprovada pelo Conselho Municipal de Trânsito”, informou. Para ele, é urgente avançar na questão porque a cidade está crescendo e uma carreta manobrando em certos pontos causa confusão no trânsito. “Algumas coisas já estão sendo resolvidas, como é o caso das cooperativas na questão do transporte de grãos. Acertamos que os transportadores acessem os armazéns através do trevo de Cruzeiro”, contou Vicini. Houve compreensão de parte da Coopermil e Cotrirosa. A expectativa de seu governo é que a demanda seja ampliada às transportadoras e empresas que recebem e distribuem as cargas para a busca de um entendimento.

Em reunião realizada na terça-feira, 04, o Sintralog, presidido por Clóvis Schnei-der, sediou um encontro com representantes da indústria, comércio e Brigada Militar para avaliar a proposta enviada pela Prefeitura. Basicamente ela proíbe o trânsito de veículos pesados em determinados pontos da cidade e permite carga máxima de até 20 toneladas nas áreas sinalizadas.

A proposta não foi bem recebida pelos transportadores, comerciantes e industriários, sob o argumento de que inviabilizaria o abastecimento de supermercados e estabelecimentos comerciais. O Sintralog e seus convidados indicaram novas propostas e sugestões, começando pela contratação de uma assessoria de engenharia de tráfego e a reformulação do Conselho Municipal de Trânsito com representantes de outros setores.

O Sindicato também propôs mais tempo para a implantação de medidas restritivas e quando forem definidas, “que seja de forma gradativa, afim de não causar grandes impactos econômicos no setor produtivo do município e consequentemente aos consumidores.” Sugeriu que as restrições de caminhões de cargas iniciem pelo horário de pico. Porém, alertou para a necessidade de uma área com infraestrutura organizada para o transbordo, “mesmo sabendo que, com isto, eleva-se o custo dos produtos.”

Nos próximos 30 dias as duas partes deverão voltar a se encontrar para avançar nas negociações.

Caminhões transportadores de cargas em muitos casos complicam o trânsito no perímetro urbano. Mesmo com interesses desencontrados no início do debate, Prefeitura e Sintralog avaliam restrições.
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