quarta-feira, 4 de março de 2015 15:46

Mulher no Século XXI

Será que existe mudança nos anseios, desejos, realizações, ou no imaginário feminino? A sociedade muda o tempo todo e com ela a mulher vem respondendo aos estímulos que as necessidades do cotidiano exigem.
Pensemos no século XVIII, as mulheres só se destacavam na realeza, por seus vestidos enormes e lindos, como enfeites a serviço da sociedade patriarcal masculina. Mais adiante seguiram sem ter direito a praticamente nada, estando a serviço do pai ou marido suportando muitas vezes a humilhações e violência, normalmente praticada por aqueles entes mais próximos de si. Continuemos num passeio rápido pelo tempo, onde já no século XX, só em 1932 a mulher foi liberada para votar, não por reconhecimento do patriarcado, mas por esses perceberem que poderiam manipular e utilizar esses votos a seu favor. Talvez a única invenção que realmente a libertaria veio em 1960, com a invenção do anticoncepcional, que finalmente permitiu a elas decidirem quando teriam ou não seus filhos, podendo, então planejar sua formação acadêmica e profissional. Mas quando achamos que isso ajudaria houve um novo revés, ou seja, agora além de planejar a família e se adaptar a ditadura da beleza, ela passou a ter carga de trabalho dobrado, triplicado, pois mesmo desempenhando a mesma função com excelência ganha menos. Após essa pequena revisão de alguns fatos históricos, será que existe diferença na mulher do século XXI ou a mulher segue a mesma querendo ser respeitada, entendida, ouvida pelas pessoas que ama, amada no sentido amplo da palavra, além de ser uma boa amante! Ter uma família harmoniosa, conseguir auxiliar no orçamento doméstico sem ser explorada pela sobrecarga de tarefas? Não podemos esquecer que apesar de estarmos em 2015, as mulheres seguem sendo assassinadas e ou violentadas por seus companheiros ou ex-companheiros e perplexas elas ainda não tem a quem recorrer, apesar de pequenos avanços como a Delegacia da Mulher e a Lei Maria da Penha. Em função disso, nós mulheres do século XXI, precisamos contar com a força de quem, corresponde muito bem as exigências do trabalho, mas fundamentalmente, amamenta, cria e abençoa um filho, ensinemos aos meninos e meninas que serão mulheres e homens do século XXII a mensagem de que está na Família a resposta para que uma sociedade não precise celebrar o dia das minorias subjugadas e discriminadas e que todos se respeitem com o equilíbrio e igualdade.
Claudilene Bergmann - Pscicológa
Especialista em Clínica Cognitiva Comportamental.

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