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Alysson Paulinelli faz jus ao Nobel da Paz

Publicado em 03/05/2021 11h39 - Atualizado há 5 dias - de leitura

O Brasil já teve vários candidatos, oriundos de diferentes atividades e culturas, ao Prêmio Nobel. O primeiro indicado, foi o Barão de Rio Branco. O gaúcho Oswaldo Aranha também foi. Enfim, entre outros, já concorreram ao galardão o cacique Raoni, D. Hélder Câmara, Chico Xavier, Irmã Dulce. Ao todo, se bem estou informado, foram 14. Nenhum, porém, até hoje, emplacou, o que não deixa de ser uma marca ruim para o país no concerto das nações. Em suma, a negativa é indicativo de que nossos avanços na física, na química, na medicina, na literatura, na paz, na economia ainda engatinham.

Criado por Alfred Nobel (sueco, 1833/1896), o Prêmio Nobel é a maior comenda conferida a alguém como reconhecimento à contribuição para com a humanidade. Na América do Sul, o Brasil perde para a Argentina (Saavedra Lamas, 1936, e Perez Esquivel,1980), para o Peru (Mario Vargas Llosa, 2010), para a Colômbia (Gabriel Garcia Marquez, 1982), e para o Chile (Gabriela Mistral, 1945). Sobre a chilena, um fato histórico: Gabriela Mistral, poetiza, pseudônimo de Lucila de María del Perpetuo Socorro Godoy Alcayaga, a 1ª pessoa sul-americana distinguida com a honraria mundial, teve uma das suas poesias, post mortem, musicada por Francesca Ancarola, intitulada Amanecer Y Noche, concorrendo no 14º Musicanto (ficou em 3º lugar).

Agora, renova-se a esperança de o Brasil com a indicação feita pela senadora Kátia Abreu do Dr. Alysson Paulinelli para o Prêmio Nobel da Paz. Títulos e realizações não lhe faltam. No entanto, foi ministro da Agricultura de Ernesto Geisel, e isso, para os que têm o Regime Militar de 1964 como golpe, é crime. Logo, para essa turma, o que Paulinelli fez como ministro, professor, pesquisador etc nada vale. Também não pergunta se ele honrou a pasta da Agricultura quando serviu ao Brasil (15/3/74 a 15/3/79). Eu, que prefiro realçar os benfeitos, sugiro que Fenasoja, Hortigranjeiros etc manifestem apoio a Paulinelli para que ele, por justiça, integre o Panteão da ciência e do bem.

Aqui escrevi que o país operou o milagre da produtividade agrícola, para o qual – digo agora - ninguém contribuiu tanto quanto Paulinelli, criador da Embrapa. Em 24/7/20, entre outras, disse: “Nos últimos 40 anos, a produção agrícola cresceu 385%, enquanto a área plantada avançou apenas 32%. Esse desempenho teve vários atores, mas um foi decisivo à preservação do meio ambiente e ao avanço tecnológico do agronegócio: a criação da Embrapa pelo presidente Ernesto Geisel, a qual, no momento, tem 41 centros de pesquisas e é dotada de técnicos qualificados, inclusive PHDs.” Paulinelli, laureado, seria, perante o Universo, a voz do país que saiu do atraso.

A 3ª FENASOJA, realizada em 1976 - a 2ª Feira no mandato do prefeito Anacleto Giovelli -, presidida por Eugênio Pilz, teve sua abertura, assim como o início da colheita da soja daquele ano no país, pelo presidente Ernesto Geisel, na lavoura de Arnaldo Gassen nas proximidades do Parque das Feiras, acompanhado do seu ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, o qual, em nome do governo, proferiu um dos mais belos discursos que já ouvi. Um fato histórico: naquela safra, a soja vinha sendo comercializada a preço vil. Coube a Paulinelli, em nome do presidente Geisel, no palco da Fenasoja, dar o tom. Disse: “ou os compradores de soja pagam preço digno, ou, em 15 dias, o governo passará a comprar a oleaginosa.” No dia seguinte tudo mudou. O governo não precisou intervir.

 Sustento, e não é de hoje, que materiais produzidos pelos eventos (Musicanto, Fenasoja, Hortigranjeiros, Feira do Livro), por mais insignificantes que pareçam, integrem museus. Muita coisa já se perdeu, como o discurso do ex-ministro Paulinelli na 3ª Fenasoja. Também correm risco a canção Amanecer Y Noche, letra da Prêmio Nobel de Literatura Gabriela Mistral, e a mensagem ao Musicanto, de 1984, escrita à mão por Mercedes Sosa em pedaço de tábua. Um bilhete de evento hoje jogado ao lixo, será amanhã a memória cultural perdida. Daí a importância de espaço (museu) para a conexão entre a cultura e a história passadas e presentes, com projeções no futuro.

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