Blog Aquiles Giovelli
Blog Aquiles Giovelli
Aquiles Giovelli



Blog

Bolsonaro: um ano sem denúncia de corrupção

Publicado em 14/02/2020 10h15 - Atualizado há 3 meses - de leitura

Bolsonaro completou um ano de mandato sem denúncia de corrupção. Foi um período de aprendizado do presidente, como só acontece com novatos na chefia do Executivo. Em linhas gerais, os propósitos do então candidato estão mantidos, apesar de alguns sobressaltos. Na política externa, o alinhamento com os países com economia de mercado e o distanciamento dos países com a economia estatizada, cedeu lugar ao pragmatismo. A admiração por Trump (EUA) e o repúdio a Xi Jinping (China) foram substituídos pelos interesses do País. Correto. O alinhamento pelo alinhamento ou repúdio pelo repúdio não se coadunam com as funções de um chefe de Estado. No meio ambiente, após vacilos, Bolsonaro avançou ao criar o Conselho da Amazônia e a Força Nacional Ambiental para policiar agressões na Região, confiando sua coordenação ao general Mourão, já que o vice
é filho de amazonense, tem sangue indígena e comandou a 2ª Brigada de Infantaria da Selva, em S. G. da Cachoeira. Enfim, o saldo de um ano é positivo, destacando-se, ainda, a volta da credibilidade, o crescimento retomado, a criação de 644 mil novos empregos (o maior em 6 anos). Também não pode passar em branco a exoneração de Vicente Santini. Enquanto Paulo Guedes, ministro da Economia, viajava a Davos com passagem por sua
conta, o secretário-executivo da Casa Civil usava avião da FAB para ir à Índia passear.

Ser honesto é obrigação. Porém, depois de anos de malversação de dinheiro público, um ano sem denúncia de corrupção deve ser saudado. Lembro que grande parte dos problemas de hoje se subordina à falta de recursos públicos - que existiam - desviados
ou emprestados a países alinhados ideologicamente com ex-dirigentes do Brasil: para Cuba (Porto), Venezuela (Metrô) e África (Moçambique etc), tudo adredemente combinado com a Odebrecht, via BNDES, com o aval do Tesouro Nacional, que o governo Central do Brasil, desde Michel Temer, vem pagando (ao Banco) ante a inadimplência dos tomadores dos empréstimos amigos. 

Já o MST, movimento à margem da lei, irrigado com fartos recursos públicos durante anos, foi desmamado por Bolsonaro. Em consequência, as invasões de terras produtivas - com as consequentes inutilização de máquinas, abate de animais de alta linhagem, destruição de pesquisas - quase cessaram. Para o MST, as leis e a Constituição não valiam. Em troca, Lula ameaçava usar o “exército do Stédile” quando acuado, como fez, sem ressonância, ao ser preso. Francisca das Chagas retrata o MST de agora e de antes. Beneficiada com um lote no Assentamento Canaã/DF, diz: “O MST perdeu poder porque o governo do PT repassava recursos para as associações ligadas ao movimento e dava cesta básica.” Parece, no entanto, que o MST está tentando recuperar sua imagem: 1º) com o silêncio sobre novas invasões e 2º) com um projeto de plantio de 7 milhões de árvores no RS. Tomara!

As invasões referidas eram estimuladas. Foram 647 (FHC), 520 (Lula) e 382 (Dilma). Em 2019, cinco. A propósito da agricultura familiar, o governo voltou-se para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Na safra 2019/2020 investiu
R$ 17,1 bilhões contra R$ 15,1 bilhões na safra 2018/2019 (R$ 2 bilhões a mais). Para o setor, cada governo com suas prioridades: para uns é a agricultura familiar, para outros são os movimentos sociais.

Últimas do Blog

VER MAIS NOTÍCIAS



Top Vídeos

:: assista aos destaques

Unidade Avançada do Dom Bosco

Programa Ponto e Contraponto, Jairo Madril entrevista Rubens Zamberlan, Vanderli de Barros e a enfermeira Rosa Zorzan, sobre a Unidade Avançada do Hospital Dom Bosco de Santa Rosa.

há 2 dias


Prefeitura de Santa Rosa contratou operação de crédito no valor de R$ 7 milhões.

há 5 dias


Fazer exercícios físicos em tempos de quarentena

há 6 dias