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Coisa pública, para uns poucos, “cosa nostra”

Publicado em 14/02/2020 10h17 - Atualizado há 7 meses - de leitura

Alguns temas relacionados com (i)moralidade e (i)legalidade com a coisa pública abordei na semana passada. Um deles, a demissão do min. interino da Casa Civil, Vicente Santini, por usar um avião da FAB para viajar a Davos, na Suíça, e depois, acompanhado de duas assessoras, esticar o passeio à Índia. Santini e outro que quis protegê-lo colocando-o em outro cargo, foram demitidos. Mais do que as demissões, tem-se o exemplo que vem de cima. Chega de privilégios, como, exemplificativamente, passarei a relatar adiante. Antes, porém, uma pequena história: não faz muito, tive o privilégio de conhecer parte da Itália. Numa das noites em Roma, a agência de viagem contratada acertou um jantar com a presença de um dos dois deputados brasileiros com dupla cidadania, com assento na Câmara Federal da terra de meus ancestrais. Na ocasião, perguntei ao deputado brasileiro/
italiano quantos assessores tinha, respondendo-me que tinha dois. Indaguei, então, se ele era discriminado (reduzido número) por ser brasileiro, disse-me que seus direitos eram iguais aos dos nativos. Então perguntei quantos servidores tinha o Parlamento da Itália, ao que, especificando por área, ser pouco mais de 200. O nosso Congresso Nacional - pasmem! - tem 28.762. Ora, dos 5.570 municípios brasileiros, apenas 1.163 (último censo) têm mais do que 28.760 habitantes. Prossigo com personagens conhecidos:

1º) Sarney, Collor, FHC, Lula, Dilma e Temer têm direito, cada um, a dois carros, dois motoristas, dois assessores, seguranças, auxílio combustível, passagens e cartão corporativo (Lei 7.474/86). Como os carros devem ser novos, há pouco foi renovada a frota
de suas Excelências a um custo de R$ 650 mil. Em resumo, em 2019, as estruturas dos ex-presidentes custaram ao Tesouro Nacional (erário público, dinheiro dos nossos impostos, que falta na saúde, na educação e na segurança) R$ 3.925.623,92. Entre os ex-presidentes, Dilma foi a “pole position”: gastou R$ 1.077.589,41 entre 01/01 e 31/10/2019, perfazendo uma média de R$ 107 mil/mês; 2º) Os conselheiros do TCE (5 ex-deputados
estaduais), juízes da legalidade e da moralidade das contas dos prefeitos, se pagaram férias e licenças-prêmio não gozadas, a saber: Marcos Peixoto (PP), R$ 694.182,99; Algir Lorenzon (MDB), R$ 581.541,13; Alexandre Postal (MDB), R$ 471.519,84; Irandir Pietroski (PTB), R$ 419.128,75; Pedro Figueiredo (servidor), R$ 392.060,01; Estilac Xavier (PT), R$ 182.495,64; e Cézar Miola (servidor), R$ 78.586,64; 3º) Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados (DEM), em 2019, fez 230 voos com aviões da FAB, sendo 46 para a sua residência no RJ. Em janeiro de 2020, em férias, fez 12 voos. Aliás, no Senado e na Câmara a farra é antiga. Renan Calheiros, presidente do Senado, certa feita usou avião da FAB para ir a Recife fazer implante capilar. E Henrique Alves, quando presidente da Câmara, na Copa das Confederações, usou avião da FAB para transportar sua noiva de Brasília ao RJ; 4º) Toffoli, presidente do STF, em 2019, fez 95 viagens com aviões da FAB, sendo uma para a pequena Ribeirão Claro/PR para homenagear seu pai. Até quando, nós,
otários, vamos sustentar aproveitadores!

Já na Inglaterra, Harry e Meghan abdicaram do cargo e das tarefas da Monarquia. No entanto, a renúncia custou-lhes a devolução de R$ 13 milhões investidos na reforma da casa na qual iriam morar. Aqui, se alguém, em cargo equivalente renunciasse, é provável que pleiteasse indenização tipo bolsa-ditadura paga por FHC, Lula e Dilma.

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