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Eleições, coligações e minhas demandas

Publicado em 20/11/2020 22h44 - Atualizado há uma semana - de leitura

Ante a liberdade que me dá a editoria do jornal Noroeste, poderia, no período antecedente à eleição municipal, ter discorrido sobre candidaturas, chances dos candidatos, atuação comunitária, projetos para o Município etc. Poderia. Mas me mantive silente em homenagem à imparcialidade, marca deste periódico, por entender que qualquer referência a um dos candidatos poderia dar conotação de apreço ou desapreço. Imparcialidade, aliás, que nem sempre é respeitada, e que não se confunde com isenção traduzida no direito de opinião.  Em Santa Rosa, vitoriou-se a coligação Mantei (PP), prefeito, e Taquari (MDB), vice, colocando no mesmo palanque, pela 1ª vez na história política, as duas maiores lideranças locais, Alcides Vicini e Osmar Terra. Ambos deixaram o passado de lado, nem sempre cordial, e uniram os rivais PP e MDB, a meu sentir, entretanto, com muito mais convergências do que divergências. Falo do ponto de vista ideológico. Todavia, sobre coligações tenho opinião formada: deformam o processo eleitoral na medida em que permitem que os opostos se unam através de projeto meramente eleitoreiro (captação de votos), ficando em segundo plano o interesse comunitário.

Volto ao ponto. Para o candidato Rodrigo Colla foi mais uma eleição em que o partido que escolheu para peregrinar politicamente foi um fardo sobre seus ombros. Sem densidade eleitoral, o PSDB não fez nenhum vereador. Ademais, a coligação com o PSB alvejou a coerência. É que na eleição presidencial o PSB apoiou Haddad (leia-se Lula). Por outro lado, as duras críticas da chapa à administração municipal, foram censura a si mesmo, porquanto nos dois mandatos últimos Alcides Vicini entregou a Luís Antônio Benvegnú (PSB), seu vice, primeiro a FUMSSAR, depois, e continua, uma supersecretaria. Mas a minha surpresa maior não foi a pífia votação do Colla (2.054 votos,1/5 do que fez há 4 anos); foram os afagos ao PT, seu figadal inimigo.

Já a derrota do Orlando Desconsi, pela diferença de 3.417 votos - que só não foi maior por ter como vice a competente vereadora Sônia Conti -, se deve mais a fatores que ligam o candidato derrotado ao PT do que a suas deficiências. A principal: a veneração a seus líderes partidários. No popular, o Orlando tem corruptos de estimação (Lula, Dilma ...). Mas num ponto foi coerente: na coligação com o PCdoB, aliado incondicional do PT, aqui e Brasil afora. Já o mesmo não posso dizer da coligação com o PR, de Giovani Cherini, um estranho no ninho. O deputado apoiou o impeachment da Dilma, o que para o PT é imperdoável. Porém, o interesse eleitoreiro falou mais alto.

Por fim, a candidatura do Benedetti (perdoe-me, errei: DR. BENEDETTI), do Republicanos. Na composição com o DEM, foi coerente. Os dois partidos têm afinidade. No entanto, o DEM, há oito anos no governo local, passou de uma hora para outra à oposição, trocando de lado como eu troco de camisa. No entanto, pareceu-me, e espero estar errado, que o alvo do DOUTOR, e essa foi uma das causas do seu fracasso eleitoral, era o Mantei por um problema pessoal, alheio ao interesse público.

A derrota ou a vitória pode ter várias causas, inclusive circunstanciais. Na eleição de domingo, uma causa - afora as virtudes de Mantei/Taquari - é o prefeito Alcides Vicini, a começar pela “costura” com o deputado Osmar Terra (MDB). Em suma, Vicini coroa seu 5º mandato ao fazer seu sucessor, sabendo-se que, para isso, enfrentou duros adversários, parceiros fazendo oposição, uma crise sem precedente (pandemia do novo coronavírus) e uma seca que assola o município.

Sucesso, Mantei/Taquari! Aproveito para apresentar-lhes minhas demandas: 1) devolver ao Musicanto seu protagonismo; 2) destinar ao Musicanto o valor da cláusula 22, XXIX, do Contrato entre Prefeitura e Corsan (R$ 50 mil por ano), como era a ideia da cláusula que sugeri ao ex-prefeito Orlando; 3) garantir em orçamento verba (reserva como garantia) para realizar o Musicanto anual, no Centro Cívico.

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