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Espargindo gotas da baba do Caim

Publicado em 22/07/2020 08h15 - Atualizado há 3 semanas - de leitura

Jair Bolsonaro testou positivo para a Cavid-19. Nada demais, exceto os contatos físicos do presidente com o público, sem máscara. Com a franqueza que lhe é característica, Bolsonaro informou o resultado do teste, bem como estar consumindo cloroquina, que milhões pelo mundo já tomaram mas, no Brasil, virou questão ideológica. É óbvio que o medicamento, muito provavelmente associado a outros, é ministrado a Bolsonaro por médico. Eu, preventivamente, tomei Ivermectina, para muitos também sem comprovação de eficácia. Vários prefeitos gaúchos estão distribuindo aos seus munícipes Invermectina, Hidroxicloroquina e Azitromicina. Sobre sua eficácia, a medicina se divide. Mas Bolsonaro, para a grande mídia e o clube do ódio - que não aceitam um presidente desalinhado com Cuba e Venezuela -, comete crime contra a saúde pública. Ora, como não há remédio específico para prevenir ou combater o vírus, não se há de querer que as pessoas fiquem à mercê de pagelanças.

Esclareço, antes que a maledicência o faça, que a referência ao ritual indígena não é desrespeito às suas tradições. Pelo contrário, tenho apreço por esses grupos étnicos, os primeiros a habitarem o Brasil. Tanto é verdade que, quando presidi o 23º Musicanto, em 2009, contratei o cacique Raoni para se apresentar no festival, palestrar, interagir com estudantes etc. Inclusive, como o Musicanto não tinha recursos financeiros, as passagens de avião de Colíder a Porto Alegre e retorno, para o líder Kayapó, seu sobrinho e intérprete Megaron e um assessor, foram por mim pagas. Infelizmente, em cima do evento, um surto de dengue na Aldeia impediu que deixassem MT. É, pois, a oportunidade para, além de marcar meu apreço aos indígenas, informar que, dos valores por mim despendidos, não fui ressarcido. Não importa. Deus tem mais para dar que o diabo para tirar.

Volto ao título. O professor da Universidade de Santa Cruz do Sul, Júlio Bernardes, recomendou que Bolsonaro mate sua filha Laura, a mulher Michele e depois se suicide, usando raticida: “Diz para eles passarem numa agropecuária e comprarem ‘Ri do Rato’.” O candidato a vereador pelo PSDB de Lajeado, Jamal Harfousch, disse: “Vamos todos rezar … pelo vírus desta vez! Viva Covid-19”. O padre Edson Adélio (coincidência) Tagliaferro, em sua homilia em igreja no interior do SP, disse: “Bolsonaro não vale nada. E quem votou nele tem que se confessar. Pedir perdão a Deus pelo pecado que cometeu, porque elegeu um bandido para presidente”. Depois, temeroso de ser processado, disse que se arrependia por não ter prova. Em verdade, não se arrependeu; se acovardou. O jornalista Hélio Schwartsman, da Folha de S. Paulo, por si e pelo jornal, sob o título “Por que torço para que Bolsonaro morra”, desejou a morte do presidente pela Covid-19. Quer dizer, professor, político, religioso e jornalista espargem gotas da baba de Caim contra Bolsonaro. Eles, e outros, esposam a filosofia consequencialista, a qual, em ‘apertada síntese’ (Brossard), despreza princípios éticos e morais para alcançar resultados, não se importando se cruéis, desumanos etc.

A grande imprensa (Estadão, Folha de SP, Globo e seus puxadinhos), saudosa do tempo chapa branca, faz sistemática oposição ao presidente Bolsonaro. Quer derrubá-lo. No momento, a grande campanha é responsabilizá-lo pelas mortes provocadas pelo coronavírus. A propósito, voltemos no tempo: os governadores, inclusive o Eduardo Leite (RS), em quem votei, avocaram para si - e no STF alcançaram seu intento - a política de saúde no combate à Pandemia. Em decorrência de decisão da Corte, sobrou ao governo federal distribuir dinheiro a estados e municípios. Logo, os erros e os acertos na condução da política de combate à Covid-19 são dos governadores dos estados.

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