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Sérgio Moro: orgulho brasileiro

Publicado em 03/01/2020 09h38 - Atualizado há 5 meses - de leitura

O Dr. Sérgio Moro, o Sr. Lava-Jato, foi eleito pelo Financial Times - jornal inglês fundado em 1888, que circula no Reino Unido, nos EUA e na Ásia - uma das 50 personalidades da década, o único brasileiro a integrar a seleta lista do jornal, que tem como critério de avaliação entre todos os países de Mundo a ilibada conduta das pessoas selecionadas. Modesto, como é próprio dos seres superiores, Moro, ao receber a notícia da escolha, disse ser “mérito do movimento global anticorrupção que chegou à América Latina”. No entanto, o jornal britânico atribui a escolha do ex-juiz “por ter chefiado uma investigação contra a corrupção que abalou o cenário político latino-americano”. Em verdade, a escolha de Moro se assenta, basicamente, em dois atributos seus: 1) alcandorados conhecimentos sobre crimes do colarinho branco; 2) destemor no desmonte da máquina corruptiva que dilapidava o patrimônio público, incrustada no governo central. De quebra, com delações/leniências o Brasil já recuperou R$ 7 bilhões.

Sérgio Moro é diferenciado. Sua cruzada, respeitada a diferença de foco, guarda similitude com a de Nelson Mandela: o brasileiro contra poderosos; o sul-africano contra a desigualdade racial. Moro é amado por aqueles que desejam um País decente, odiado por aqueles que se acham acima do bem e do mal. Ainda há aqueles
que acham, em inversão de valores, que companheiro não tem defeito. Chico Buarque, durante o Regime Militar, usando do direito de liberdade que dizia inexistir, marcou época com canções de protesto como Apesar de Você: “Apesar de você/Amanhã há de ser outro dia/Eu pergunto a você/Onde vai se esconder/Da enorme euforia/Como vai proibir/Quando o galo insistir/Em cantar/ Água nova brotando/E a gente se amando sem parar”. Passado o período, Apesar de Você encaixar-se como uma luva para os governos subsequentes, especialmente o de Lula, o compositor emudeceu. Para ele, a palavra do Lula vale mais que as provas
colhidas na Lava-Jato contra o ex-presidente, nos quais, mesmo exercendo ampla defesa, Lula já está condenado duas vezes em duas instâncias.

Lula, quando presidente, também conquistou um lugar na comunidade internacional. Para Obama, era “O Cara”. No entanto, a Lava-Jato desfez o embuste. Caída a máscara, sobraram-lhe pouco além de seguidores e líderes de países beneficiários às custas do Brasil. A fonte das “palestras”, secou; as multidões que o seguiam,
minguaram. Preso, tinha carpideiras; solto, virou ex. Na véspera do Natal, restou-lhe um jogo de futebol com Chico Buarque e outros x o MST - este, um grupo bandoleiro que invadia terras, destruía pesquisas, abatia animais de alta linhagem etc. Que companhia! É, “Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”.

A paixão cega, a favor e contra, mas é por ela que muitas pessoas se movem. Exemplo: entre Jesus (amor) e Barrabás (bandido), o povo da Judeia, consultado por Pilatos, governador romano, ordenou a morte de Jesus e a soltura de Barrabás.

O Dr. Sérgio Moro simboliza o combate à corrupção. Está entre os 50 homens que moldaram a década de 2010. Sua grandeza supera, inclusive, o escorregão do presidente Bolsonaro ao sancionar “juiz de garantias” (emenda Freixo/Psol Lei Anticrime). É, em suma, o Sr. Lava-Jato. Que homens do quilate de Moro se multipliquem em 2020.

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