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Sucesso, Anderson Mantei - Aldemir Ulrich!

Publicado em 13/01/2021 09h57 - Atualizado há 3 meses - de leitura

Antes de tudo, uma referência ao prefeito que encerrou seu 5º mandato, Alcides Vicini. No seu 1º mandato, fui o procurador jurídico do Município. Contar tudo quanto se passou de 1989/1992 é tarefa difícil; contar os 20 anos de mandatos do Vicini, seria imiscuir-se em sua vida política.  Lembro, no entanto, uma passagem, que talvez ele nem lembre. Recém empossado, um empresário (não de Santa Rosa) compareceu ao seu gabinete. Dizendo-se doador da campanha eleitoral que elegera Vicini, ofereceu seus produtos. O Vicini, professoralmente, explicou que tudo se dava mediante licitação. Inconformado, foi direto ao ponto: ofereceu comissão sobre as compras que a Prefeitura viesse a fazer. Surpreso, Vicini lhe perguntou quanto tinha investido na sua campanha a prefeito (acrescentando que não sabia da ajuda), ao que ele informou: “X Reais”. Vicini puxou o valor do seu bolso e disse: “Vou devolver, dinheiro meu, para que nunca mais venha com proposta indecente”.

Mantei e Aldemir estão afinados entre si, o que é bom; vêm precedidos de sucesso em suas atividades particulares e comunitárias. Portanto, levam em sua bagagem à Prefeitura a experiência e a marca de bons gestores. Mas isso não é tudo. É que, enquanto no serviço privado o gestor pode fazer tudo quanto a lei não proíbe, no serviço público só pode fazer aquilo que a lei autoriza. As limitações impostas, quer pelas leis, quer pela CF, são muitas. 

Antes mesmo de Mantei assumir, o que é comum, uma pequena reforma administrativa foi aprovada pela Câmara de Vereadores. Em seu bojo, a fusão da secretaria de Cultura com a secretaria da Educação. Para os adversários de plantão, um retrocesso. A meu sentir, porém, não é bem assim. Ora, mais importante para a cultura não é o status (secretaria), mas os projetos e a destinação racional dos recursos financeiros na cultura pela pessoa encarregada da área (diretoria cultural).

O novo mandatário, pelo que apurei, mira a racionalidade na aplicação dos recursos financeiros. Correto. É preciso ter em mente, embora os adeptos do marxismo ignorem, que todo o posto de trabalho vem da riqueza produzida pelo setor privado, inclusive os empregos públicos. Sim, estes também provém dos tributos gerados por quem produz. Já o Poder Público é um histórico gastador da riqueza que não produz. Portanto, é preciso parcimônia com o gasto, que começa com o enxugamento da máquina pública. Por óbvio, quanto mais gastar na atividade-meio, menos restará para a atividade-fim.

A fusão de secretarias leva à seguinte indagação: a secretaria de Cultura correspondia? Sim. Em síntese, até 31/12/2020, a Secretaria lista: Fundo de Cultura; Feira do Livro; Vale-livro; Conclusão Centro Cultural (R$903.288,00); Reforma do Centro Cívico (R$527.278,00); Reforma da Biblioteca (R$182.000,00); Aquisição de livros para a Biblioteca; Oficinas Culturais de Música, Teatro e Dança; Festival Internacional de Teatro; Semana dos Museus; Fórum da Cultura; Dia da Cultura e da Paz; Mostra Artistas da Terra; Contrato com o maestro Munawek - Orquestra e Coral Jovem; Contrato de Professores de Dança, Teatro, Música e Literatura - entre outras. Isso me leva a uma 2ª pergunta: esses projetos e serviços serão mantidos pela Diretoria? Aguardemos, mas aposto - como foi o voto de confiança do Legislativo ao Executivo - que sim, e com acréscimo, posto que haverá menos despesas com a atividade burocrática.  

Ideias e projetos para a cultura, sobram, mas, como para todos os setores públicos, faltam recursos financeiros para implementá-los. Daí a importância da racionalidade, sem, é claro, perder o foco. Embora pareça estranho, não vou me omitir, mas sem ultrapassar essas barreiras, proponho transformar o Musicanto em projeto permanente. Para tanto, impõe-se sua devolução ao seu leito para, em um 2º momento, ser submetido à Unesco para ser reconhecido como patrimônio da humanidade. Ah, só para lembrar: esse pleito, tanto faz se seu devido processo vier a ser formatado por Secretaria ou Diretoria.

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