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A luz no fim do túnel

Publicado em 26/01/2021 08h59 - Atualizado há um mês - de leitura

O gaúcho chegou ao Posto de Saúde disposto a fazer o teste do coronavírus e foi logo dizendo:

— Eu quero aquele teste do gaúcho!

Ninguém entendeu nada, e a atenciosa enfermeira perguntou:

— Qual deles, senhor?

— Ora, ora! Aquele do cotonetchê!

— E como o senhor ficou sabendo disso?

— Ora, no Whattchêzapp e na Netchêflix...

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Piadinha sem graça, não é verdade? Pois agora, quando vemos a luz no fim do túnel com as primeiras vacinas, podemos até fazer gracinhas. Com este espírito lembrei, agora, a fórmula da vacina recomendada pelo Guri de Uruguaiana, a “Bagualovac”, que é composta por essência de erva-mate, leite de capivara, cachaça de butiá, néctar da flor de tuna, creolina, graxa de costelão e folhas de bergamota. Ah, e pode ser conservada em latão de banha de porco...

Não sei se cura alguma coisa, mas deve dar um mal-estar daqueles...

Bem, todos nós sabemos que não é hora de relaxar. Distanciamento, álcool e máscara farão parte das nossas vidas por um longo período. Mesmo para os vacinados! O conselho da ciência é bem claro, usando um jargão do futebol: “Não vá entregar o jogo aos quarenta minutos do segundo tempo!”. Enquanto isso, pelo menos, já podemos brincar com essa praga que entristece nossas vidas.

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A pandemia vai acabar. A doença chamada Covid, não. Da mesma forma como ainda existe a H1N1, o sarampo, e tantas outras. Este é um aspecto que jamais podemos esquecer.

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No último final de semana, quando a TV mostrou a aplicação da primeira vacina em território brasileiro em uma enfermeira paulista, um grupo de santa-rosenses comemorou o fato olhando para um objeto que aparecia na tela. Era o equipamento de refrigeração das vacinas, que foi fabricado aqui. Trata-se de equipamento fabricado pela Biotecno, empresa genuinamente santa-rosense, que está fazendo enorme sucesso.

Tem que comemorar, mesmo!

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Uma rede de ONGs ambientalistas começou um projeto muito bacana. Com ações distribuídas em diversas regiões do país, o projeto plantará uma árvore para cada morte por Covid-19 ocorrida no Brasil.

Uma árvore (sabemos bem) significa vida e perenidade. O projeto homenageia, assim, não apenas aqueles que morreram, mas também os familiares que deles não conseguiram se despedir. Cada muda de árvore, pois, trará em si uma carga de afeto e de saudade. Em cada árvore, a critério dos familiares, constará o nome de uma pessoa falecida. É uma forma simbólica de reencontrá-los.

Achei muito sensível a homenagem. Esta gigantesca quantidade de árvores nos fará lembrar, por muito tempo, da imensidão de seres humanos que morreram (apenas no Brasil). E nos fará lembrar, também, que no Brasil temos lideranças políticas que têm espírito genocida, que comemoram a morte, que não amam o próprio povo. Esperamos que todas estas árvores também nos lembrem, eternamente, da pequenez política que rege o Brasil destes nossos dias...

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