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Coisas da cidade

Publicado em 04/01/2021 17h12 - Atualizado há 2 semanas - de leitura

Última edição desta crônica em 2020. Registre-se que foi um ano aziago, azarento, nefasto, desafortunado. Despedir-se dele é quase uma comemoração.

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Por aqui, uma notícia lamentável. No apagar das luzes deste ano, um projeto do Executivo, aprovado pela Câmara, acabou com a Secretaria de Cultura. A vereadora Sonia Conti manteve a coerência e votou contra. Os demais vereadores alegaram que estão dando “um voto de confiança”. Papo furado!

Nos últimos dois mandatos, a administração municipal esvaziou o setor cultural. Na verdade, “desidratou” a secretaria que já foi tão importante. Hoje ela se limita a cuidar de coisas relacionadas com a lei de incentivo (também minguada) e do presépio do Natal. Neste período o poder público simplesmente cruzou os braços e nada de interessante aconteceu na cultura de Santa Rosa. A secretaria vai virar diretoria da Secretaria de Educação, como se esta já não tivesse gigantescos desafios pela frente. Confundem educação (didática e planejamento público), com a cultura. É mentalidade pequena, acanhada e descompromissada.

É vexatório saber que uma cidade do porte de Santa Rosa não terá mais uma Secretaria de Cultura. Aliás, uma cidade (qualquer cidade, de qualquer lugar) sem um setor cultural dinâmico, é uma cidade chata, sem vida, sem ideias novas. Com a cultura rebaixada para a segunda divisão, nada de inovador surgirá. É para sentir vergonha, mesmo!

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O jornal “El País”, em sua edição em português, elencou diversas boas notícias para o Brasil neste ano que termina. Achei bacana, pois mostra que, na desgraça, surgem esperanças. Vou mencionar as principais:

Foram pesquisadores brasileiros que decifraram o genoma do coronavírus no prazo recorde de 48 horas!;

A divulgação científica, especialmente biologia e medicina, foi fortalecida e chegou à população em geral como nunca acontecera;

A solidariedade aos pacientes (e mortos) atingidos pela doença foi uma marca de comportamento no país, tanto em hospitais como em milhares de comunidades;

Os profissionais que se submeteram a testes, o que inclui con­tágios, mostraram coragem e determinação, confirmando que o Brasil é referência mundial quando se fala em planos de imunização (lembremos da H1N1);

O STF derrubou a restrição de doação de sangue por homosse­xuais, superando o preconceito e a discriminação, numa decisão histórica;

A política brasileira, neste ano de eleições, abriu espaço para a diversidade e, de modo especial, fez surgir nas esferas de poder a presença da mulher negra, num grande avanço.

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Duas datas que deverão ser comemoradas em 2021, com fogos de artifício, se possível. Ambas representam muito para Santa Rosa. São duas datas que chamamos de “datas cheias”. Veja.

A primeira delas: o jornal Noroeste fará 50 anos. Não existe nada, nem de longe, que represente o testemunho da história san­ta-rosense no último meio século quanto as edições do Noroeste.

A segunda: a Escola Visconde de Cairu completará 100 anos! Isso mesmo, um século! Está entre as mais importantes escolas estaduais do Estado.

A palavra certa seria “inescapável”, algo de que não se pode fugir. Duas comemorações inescapáveis, seria a expressão correta. Queremos festa!

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