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Costaneras...

Publicado em 18/01/2021 08h44 - Atualizado há 5 meses - de leitura

Dois meses atrás comentávamos aqui a preocupação dos agricultores gaúchos com o fenômeno da “deriva”, que ocorre quando um veneno aplicado numa lavoura se espalha para outras culturas. O caso envolve o herbicida “2,4-D”, aplicado na soja. Pois nesta semana saiu o relatório da Secretaria da Agricultura sobre a pesquisa de campo realizada recentemente.

Graças às campanhas de esclarecimento, houve redução no número de amostras contaminadas. Mas os prejuízos continuam. Só num grupo de 40 produtores de uva as perdas somam 1 milhão de garrafas de vinho. A safra de oliva foi reduzida em 40% na região central do Estado. 

Existe uma ação judicial proposta pelo Ministério Público que pede a suspensão do uso do herbicida enquanto não houver áreas delimitadas para sua aplicação. O número de denúncias vem crescendo. Há campanhas de esclarecimento por entidades do setor e o resultado, neste primeiro ano, foi positivo. Os casos comprovados diminuíram. Mas os técnicos admitem que só a substituição do veneno por outro, menos agressivo, ou sua eliminação, poderá resolver a questão em definitivo. Um quebra-cabeça que será acompanhado nas próximas safras.

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Quase todo dia ouço elogios (de moradores de Santa Rosa) direcionados à nova fisionomia da margem do rio Uruguai, na cidade de Porto Mauá. Com uma ideia simples, porém bem executada, o local está atraindo turistas. Mesas, cadeiras e sombra sempre são um convite para contemplar o Uruguai.

 O fato curioso é que por conta disto nós “adotamos” uma palavra vinda do castelhano, a “costanera”, que para eles designa a margem de um rio ou do mar. Aliás, curiosamente eles também usam a palavra “litoral” para falar destes lugares.

 Não devemos confundir com a nossa “costaneira”, que é a tábua usada para fazer acabamentos em residências de madeira. Em português, costumamos usar palavras como beira-mar, beira-rio, costa, orla, etc. No caso de Porto Mauá, talvez por inspiração das belíssimas “costaneras” de Posadas e Encarnación, a margem urbana do Rio Uruguai está sendo chamada de “costanera”, e não acredito que isto venha a se modificar. E, dizem, será ampliada em breve, com mais espaço para o turismo.

 Por conta disso, toda a cidade fica mais bonita e descobre uma vocação turística nunca explorada adequadamente. Portanto, amigo leitor, coloque Porto Mauá no roteiro de seus próximos passeios.

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Os argentinos, do outro lado do rio, estão recebendo as vacinas contra a Covid há duas semanas. Mas, por ora, não podemos visitá-los. Por isso qualquer visita às “costaneras” de Posadas e Encarnación está impedida. Mas um dia ela acontecerá.

No caso deles, as obras foram possíveis graças aos royalties da barragem de Yaciretá (da qual falamos na semana passada). Aliás, as duas cidades, atualmente, são banhadas pelo lago, ou seja, o poderoso Paraná já não corre no local, e sim abastece o lago. Também é visita obrigatória para quem vive na nossa região.

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Voltando ao nosso rio Uruguai, em Porto Vera Cruz existe um projeto arquitetônico antigo envolvendo um mirante sobre o salto do Roncador. Outro lugar belíssimo precariamente explorado quanto ao seu potencial turístico. As explicações são muitas, mas a principal envolve a falta de recursos do município. Talvez agora, com o exemplo dado por Porto Mauá, o projeto quase engavetado retorne à pauta e tenha início. Lembrando que o turismo é a “indústria limpa” e a mais barata de ser implantada.

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