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Especialistas

Publicado em 29/03/2021 08h51 - Atualizado há 3 semanas - de leitura

Estamos cercados de especialistas. Eles estão no nosso círculo de amizades, nas redes sociais, na imprensa, em todos os lugares. Falam com autoridade de coisas como vitamina D, própolis, ivermectina, suco de limão, tratamento precoce, chá de boldo, técnicas respiratórias, cloroquina, kit covid, spray nasal, flor de tuna, camoatim de mel campeiro e outras “cositas más”.

No fundo, mesmo, todos sabem que a solução se chama vacina. O resto é chute.

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A turma dos artistas da cidade não descansa. Com o incentivo da Lei Aldir Blanc, aproveita a pandemia para produzir. A novidade da semana é o álbum da banda “Peixes Voadores” e também a “live” da galera da Etnia Africana, que apresenta hoje, às 21 horas, seu projeto “A batucada dos tantans”, que envolve música e dança. Em outras palavras, tem arte para todos os gostos. Trilegal, tchê!

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Informação a título de curiosidade. Em 2019, aqui em Santa Rosa, houve certa polêmica com a lei municipal que proibia o uso de fogos de artifício com estampido. A proibição do barulho chegou a ser acusada de inconstitucional.

Pois bem, dias atrás o STF julgou uma ação proposta pela Associação Brasileira de Pirotecnia, que reúne os vendedores de fogos de artifício. A ação era dirigida contra uma lei da cidade de São Paulo, semelhante à de Santa Rosa. Pois o Supremo considerou constitucional a lei, confirmando que a proteção à saúde e ao meio ambiente é tarefa de todos os entes da federação. Levou em conta, especialmente, que os rojões atingem não apenas a audição dos animais, mas também de pessoas com transtornos do espectro autista e daquelas com hipersensibilidade auditiva.

Portanto, fogos de artifício continuam valendo, mas sem estampidos. Agora, para a molecada em festa de São João, esclareço. Os “estalinhos” e outros ruídos de baixo impacto continuam autorizados.

Estou lembrando da minha infância, é claro.

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Em plena pandemia, o governo estadual insiste na tentativa de privatizar a Corsan. Quer fazer caixa, portanto.

Esquece, porém, que desde 1966 a Corsan presta serviço relevante aos gaúchos e, de quebra, também abastece o cofre do governo. Parece até aquela história do cara que matou a galinha dos ovos de ouro. Arrecada-se algum dinheiro na hora da venda, e depois paga-se eternamente.

A instalação da Corsan se deu em 28 de março de 1966. Há exatos 55 anos. Antes dela já havia sistemas públicos de abastecimento de água, mas até então não formalmente organizados numa companhia.

A água (um bem público e universal) está ameaçada em todo o mundo. Ela é o objeto de desejo de grandes companhias. Afinal, ninguém vive sem água, e isso pode ser extremamente lucrativo. No México e na Bolívia já houve intensos conflitos por conta da privatização. E aqui no Brasil volta e meia surgem conversas envolvendo corporações como a Coca-Cola e a Ambev. A própria Coca-Cola, em seu relatório de sustentabilidade, diz que 2018 captou 14,7 bilhões de litros, dos quais 45% foram das águas subterrâneas. O fato é que a vida humana depende da água, e imaginar que toda ela esteja, um dia, nas mãos de alguns poucos, chega a dar calafrios.

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