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Golpes a granel

Publicado em 17/01/2020 10h24 - Atualizado há 4 meses - de leitura

Novos golpes na praça. Esta semana mais uma vítima da malandragem na cidade. O malandro, dizendo-se funcionário de um banco, bateu à casa do cidadão e pediu-lhe o cartão (e senha, é claro), alegando bloqueios inesperados na conta que precisavam de providências urgentes. Foi e não voltou. Além disso, fez uma “limpa” no saldo bancário da vítima.

Outro golpe que ocorreu na cidade, pouco tempo atrás, envolve a internet. Está acontecendo em outros lugares também. Interessada em saldar uma dívida, a pessoa entra em contato com o credor, via aplicativos ou site, e solicita a emissão de um boleto para quitação. O boleto lhe é enviado e o cidadão paga pensando ter se livrado do compromisso. Só mais tarde descobre que o boleto era falso e que o dinheiro voou para uma conta de terceiros, que não podem ser localizados. O que acontece neste caso? O boleto é emitido com a logomarca do credor e do banco emissor (até aqui, tudo certinho). Porém, o código de barras contém informações que “desviam” o dinheiro.
Afinal, ninguém de nós consegue saber o que o código de barras contém.

***

Os chamados golpes “cibernéticos” já estão no topo das listas de crimes da polícia brasileira. A grande maioria dos registros envolve algo que é uma paixão dos brasileiros, a rede social. Instagram, Facebook, Twitter e WhatsApp se tornaram um território fértil para golpes e estelionato. As modalidades são muitas. Roubo de dados, clonagem de telefone, anúncios falsos, e, entre outros, também o “golpe do amor”, que alcança pessoas solitárias e emocionalmente fragilizadas, e que resulta em extorsão. A clonagem de conta do WhatsApp, por exemplo, já fez incontáveis vítimas em todo o país. O falsário, num perfil falso, “copia” a conta do WhatsApp de alguém, e a utiliza para arrancar dinheiro de seus parentes e amigos. Funciona mesmo.

Em síntese, até responder uma pesquisa virtual em aplicativos tornou-se, atualmente, algo muito perigoso.

A maioria dos golpes têm um suporte: o desejo de obter dinheiro fácil. Uma quantia pequena entregue ao golpista em troca de uma grande quantia (que nunca virá). Será que somos assim tão ingênuos? Chega a ser difícil acreditar em alguns golpes que chegam ao nosso conhecimento. Como a pessoa “engoliu” essa conversa?, é o que nos perguntamos. Talvez o dinheiro tenha essa estranha força de despertar sonhos que “apagam” a nossa razão de forma instantânea.

Pensando bem, todos estamos sujeitos a golpes, pouco importando se fazemos parte do “povão” ou de uma classe média teoricamente esclarecida. Basta lembrar os casos famosos — e recentes —, envolvendo bilhetes premiados e moedas virtuais como o “bitcoin”. Para escapar, só com muito cuidado e atenção. Golpistas existem aos montes. E podem estar, neste exato momento, nos observando...

***

Falando em golpes, o documentário brasileiro “Democracia em Vertigem”, que está disponível na Netflix há um bom tempo, vai concorrer ao Oscar na sua categoria. Talvez não ganhe, mas a
indicação já é motivo de comemoração. Apenas para lembrar, as gravações do documentário aconteceram durante o impeachment da presidente Dilma Roussef. Independentemente de simpatias (ou não) com o governo de então, o que aconteceu no Congresso foi um golpe na nossa democracia. E, queiramos ou não, vamos pagar por esta loucura por muitos anos.

E olha que naquele momento ainda não sabíamos do que acontecia nos bastidores da Lava-Jato, cujas gravações vieram a público posteriormente. Se naquele momento a diretora do filme soubesse das gravações, o filme seria ainda melhor.

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