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Máscaras, livros e árvores

Publicado em 28/11/2020 11h46 - Atualizado há 2 meses - de leitura

Não sei você, mas eu já percebi mudança no meu comportamento por causa da pandemia. Estou aprendendo (ou reaprendendo) a olhar nos olhos das pessoas. Como a maioria com quem convivo usa máscara para se proteger do coronavírus, a melhor forma de captar o sentimento delas é olhando-as nos olhos.

Penso que sempre deveria ter feito isto. Os olhos são o espelho da alma, diz uma velha frase. Agora, mais do que nunca. É nos olhos que podemos perceber a surpresa, a falsidade, a tristeza e, também, a alegria do reencontro.

Mire nos olhos. Eles não mentem.

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No início da pandemia a venda de livros no Brasil caiu. Mas o isolamento social fez com que as vendas se recuperassem. Nos últimos meses aumentaram em 25%, para surpresa geral. Os livreiros ainda contam com as promoções de final de ano para comemorar um ano bem sucedido. A informação é do Sindicato Nacional dos Editores.

Pois tenho verificado isto no meu círculo de amigos. Os que já tinham o hábito da leitura intensificaram a prática durante a pandemia. E aqueles que pouco liam passaram a ocupar o tempo com a cultura e a diversão que encontramos nos livros.

Uma combinação perfeita para a tristeza destes tempos estranhos. Num país dominado por ideias atrasadas e medievais, avessas à ciência, à cultura e à educação, é mesmo uma grande notícia nestes tempos tristes que atravessamos.

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Ainda falando em livros. Em sua proposta de reforma tributária, o ministro da economia, Paulo Guedes, quer a taxação dos livros, que atualmente estão isentos por determinação constitucional. Um imposto de 12%. Obviamente, isto causou uma reação do sul ao norte do país.

Duas semanas atrás o Congresso recebeu abaixo-assinado com mais de 1 milhão de assinaturas contra a proposta. O bacana desta história é que a iniciativa do abaixo-assinado foi de três gurias, jovens universitárias, uma do Mato Grosso, outra de Minas Gerais, e a terceira do Rio Grande do Norte. O senador Davi Alcolumbre, ao receber o registro, apenas comentou: “Esse 1 milhão de assinaturas é um tapa na cara de cada um daqueles que têm responsabilidade pública”.

Paulo Guedes, o ministro dos banqueiros, chegou a afirmar que as pessoas que consomem livros têm renda suficiente para pagar o imposto. Em outras palavras, pobre não lê e jamais lerá, se depender do governo. Este foi o recado. Mas ele vai perder esta aposta...

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Você certamente usa os mecanismos de busca da internet (Google, Yahoo, Bing, Ask, etc.). Essas poderosas plataformas obtém sua renda a partir das consultas que fazemos.

Pois existe uma mais interessante chamada “Ecosia.org”. É uma plataforma de busca igual às outras, mas tem um diferencial muito interessante. Surgiu na Alemanha e une diversos organismos e entidades não governamentais, e ainda conta com a ajuda da Microsoft. A cada consulta, a entidade destina recursos para plantio de árvores nativas em diversos lugares do mundo.

Desde o seu lançamento, anos atrás, já gerou o plantio de 114 milhões de árvores. Até mesmo o parque brasileiro da Juruena, localizado no norte do Mato Grosso, tem recebido dinheiro da Ecosia para o plantio de espécies nativas.

Fica a sugestão. Na sua próxima pesquisa na rede mundial de computadores, experimente o “ecosia.org”. Você vai gostar e se transformar num plantador de árvores.

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