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O nosso ambiente

Publicado em 25/09/2020 15h13 - Atualizado há 4 meses - de leitura

Primeiramente, uma nota relevante, e um elogio inadiável.

Alunos e professores do Instituto Federal Farroupilha de Santa Rosa estão comemorando, e com toda a razão. A escola foi classificada em 4º lugar entre as melhores escolas públicas de ensino médio do Rio Grande do Sul, e em 16º lugar no país. A indicação é do IDEB, que é divulgado a cada dois anos.

A cada dia que passa o Instituto mostra sua importância para a cidade e para a região. E comemorar esta classificação é um dever de todos nós. Mais do que nunca precisamos de uma educação de qualidade.

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Imagine que você seja um empresário no ramo da pesca. Em dado momento você decide multiplicar a quantidade de peixes que vende, e encontra uma solução mágica: dinamite! Então passa a usar dinamite na sua área de pesca e, evidentemente, seus lucros dobram de uma hora para a outra.

O resultado disso, num prazo bem reduzido, é evidente. Os peixes desaparecem e o mercado em que a tua empresa está inserida se torna uma bagunça. A economia vira uma briga de foice no escuro.

É mais ou menos assim que nós, brasileiros, pensamos a economia do país. Desde o período de colonização atuamos de forma predatória, arrasando com o ambiente que nos dá riqueza e alimento. A devastação do Pantanal e da Amazônia, a que assistimos horrorizados, terá um custo muito grande no futuro, um empobrecimento social que não podemos calcular neste momento. Destruir biomas, jogando gasolina em fogueira, com a fantasiosa ideia de que isto é desenvolvimento, é um comportamento muito estúpido.

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E por falar em biomas, este assunto está na pauta do governo do Rio Grande do Sul, sob outro enfoque (aqui o problema não é o fogo). Esta semana, enquanto o centro do país ardia sob as chamas, o bioma pampa entrou em debate. O governo e entidades ambientalistas estão preocupados com a redução do pampa, que, como bem sabemos, é o principal símbolo do nosso Estado.

O pampa é uma região natural (isto é, sempre foi assim), constituído de áreas pastoris com suas coxilhas cobertas por campos de pastagens e florestas. Ocupa mais da metade do território gaúcho e parte da Argentina e Uruguai. Ao contrário do que imaginamos, o pampa tem cerca de 3.000 espécies de plantas, entre as quais se destacam a guajuvira, o louro, angico e tantas outras. Pampa, portanto, não é só pasto. Pois o pampa virou tema de interesse social por conta da redução de sua área. A pecuária extensiva e as plantações de soja vêm causando a degradação do bioma, e consta que restam menos de 36% de sua área original. Também já temos grandes espaços desertificados. Árvores nativas estão desaparecendo, assim como muitas espécies de animais (veado campeiro, cervo, macaco-prego, tamanduá e outros).

De forma equivocada as pessoas pensam que o pampa é um bioma simples. Não é (por isso citei plantas e animais). Ao contrário, porém, de outros locais, o pampa não possui áreas de preservação suficientes e não é alvo de preocupação quanto à conservação ambiental.

Agora parece que acendeu a luz amarela. Uma comissão está sendo formada, com o apoio do governo estadual, para estudar e implementar ações de proteção ao pampa. Entre elas, está a isenção (ou redução) de impostos para quem proteger o bioma. Seria um incentivo que, ao lado de outras medidas, poderá preservar este belo e afetivo símbolo dos gaúchos. Antes que seja tarde...

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