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Onde tudo começou

Publicado em 30/10/2020 10h47 - Atualizado há 4 meses - de leitura

Aquela semana descrita no Gênesis foi muito cansativa. Deus criou o céu, a terra, os mares, as plantas, os animais, incluindo o pernilongo, e o homem. E Deus disse ao homem: “Podes comer de todas as árvores, menos da árvore do conhecimento do bem e do mal”. Depois criou a mulher a partir de uma costela do homem. Deve ser essa dorzinha que tenho de vez em quando no lado esquerdo e que a evolução não resolveu.

Ninguém até hoje descobriu que árvore era aquela, mas alguém decidiu que era a macieira. Isso não está na Bíblia, meus caros! A maçã é inocente! Se o propósito era povoar a terra, a fruta deveria ser uma banana, pelo menos seria mais sugestiva. Feita a proibição, é claro que viria a tentação. Cada vez que a ministra Damares tenta proibir alguma coisa, tudo mundo fica curioso, não é assim que funciona?

Pois Deus apresentou a mulher ao primeiro homem, e este disse:

— Gostei. Ela sabe fazer peixe frito?

Eles estavam nus e não sentiam vergonha. Tinham como missão povoar a terra, mas não tinham a menor ideia de como fazer isso. Tentaram chás com ervas, engolir grãos verdes, mas nada acontecia. O primeiro casal não tinha qualquer malícia. A coisa demorou para acontecer. Foi então que surgiu a cobra! Quem? Eu disse cobra, não disse sogra. Preste atenção, amigo leitor!

A cobra falante, cuja espécie também desconhecemos, procurou a mulher e disse-lhe que ela poderia comer a fruta proibida, e que nada aconteceria (se tu me disser que nunca conversou com uma cobra, espera só eu te apresentar uma prima que mora no Paraná...). A primeira mulher então respondeu:

— Será? Vou conversar a respeito com meu marido...

— Ah, deixa de ser boba — disse a cobra. — Esse cara só entende de futebol e marca de cerveja. Tu achas que ele está preocupado com o conhecimento do bem e do mal?

E a mulher concluiu que era verdade. Comeu metade da fruta e levou a outra metade para o homem, que comeu sem perguntar nada porque estava ocupado espantando pernilongos. (Aliás, acho que o pernilongo foi uma falha técnica de planejamento do Paraíso; Deus deveria ter consultado um “coach” da área.) Pois foi após comer a fruta que os dois perceberam, espantados, que estavam nus, sentiram vergonha e protegeram-se com folhas de figueira (esta sim está bem identificada na Bíblia, talvez para evitar que se cobrissem com urtiga). E ficaram ainda mais espantados quando viram que eram realmente diferentes e que tinham “instrumentos” capazes de, enfim, povoar a Terra.

Deu no que deu. Hoje somos 7 bilhões...

***

Nota final: outra hora eu conto como eles passaram a se chamar Adão e Eva, e como Adão ficava irritado cada vez que o anjo enviado pelo Criador o saudava aos gritos: “Ave, Adão!”. Aquilo rompia o agradável silêncio do paraíso...

***

Você deve estar se perguntando por que não falei da inflação que está de vento em popa, da corrupção, do desemprego e outras coisas do Brasil atual. Acontece que  neste período eleitoral acontece em Santa Rosa o fenômeno “o que ele quis dizer com isso?”, quando qualquer palavra é interpretada como apoio político. Não que isto seja um crime de imprensa, mas convém não chamar urticária. Ademais, como tem muito candidato usando o nome de Deus na campanha, melhor deixar que eles se entendam (o candidato e Deus, bem entendido). Campanha eleitoral não é o Paraíso, e Deus não é cabo eleitoral.

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