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Pandemia e Natal

Publicado em 28/12/2020 10h27 - Atualizado há 3 semanas - de leitura

Mesmo diante da pandemia e dos desacertos do Ministério da Saúde, sempre achamos alguma brecha para nos divertir com este interminável rosário de más notícias que marcou 2020.

O último motivo para rir é a reação das pessoas diante da vacina contra a Covid. O fato que é uma mistura de medo, angústia e desinformação. Há até quem acredite no “vírus chinês”. Somando-se a isto, agora vemos as pessoas dizendo que tudo que vem da China é suspeito (talvez seja um vírus comunista, ora pois!). Reagem contra a possibilidade de tomarem a vacina chinesa. E dizem isso com um ar de seriedade impressionante...

A questão é econômica, e não ideológica, meus caros. Precisamos entender isto. Compramos tudo da China e de outros países asiáticos (Coreia, Tailândia, Vietnam, etc.). Até as bolinhas que colocamos na árvore de Natal vêm de lá. Os fogos de artifício também. Os brinquedos das crianças. Nossos celulares, computadores, material de escritório e ferramentas. Também vêm de lá automóveis e incontáveis eletrodomésticos. Dias atrás comprei um guarda-chuva e um pacote de lenços de papel, ambos vindos da China, veja só! “Até isso?”, pensei comigo, um tanto envergonhado. 

Estou tentando chegar ao ponto que interessa. Também vêm da china numerosos medicamentos e produtos farmacêuticos. Nesse pacote gigante estão os insumos necessários às vacinas. Aquela vacina da gripe, por exemplo, à qual estamos acostumados, tem componente chinês. E como funciona!
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Na verdade, os entendidos em saúde afirmam taxativamente que todas as vacinas são similares, tecnicamente perfeitas e confiáveis. A vacina americana, a cubana, a britânica, a suíça, a chinesa e outras que ainda aparecerão. Sem elas, pior, muito pior... Vacina é produto científico. O que realmente tem vírus ideológico é a cabeça de quem espalha estas bobagens.
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Na verdade, essa conversa acerca do volume de produtos que vêm da China (e de outros lugares por lá) diz mais sobre a nossa economia do que sobre qualquer outra coisa. Somos (ou continuamos) meros fornecedores de matéria-prima. Eles estão se especializando em vender produtos com valor agregado. Nós continuamos achando que a soja é a salvação. Estamos, pois, a cada dia mais distantes do que entendemos como um país moderno e industrializado. Isto é o que deveria nos preocupar...
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E chegamos ao Natal... O Papai Noel que se cuide. Fica circulando por aí, entrando e saindo de chaminés, sem saber se elas estão devidamente higienizadas. Buscando e entregando presentes, acaba colocando em risco a vida dos duendes que estão lá nas fábricas do Polo Norte! Cuidado, velhinho!
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Eu sou do tempo em que o Papai Noel recebia pedidos assim: “Não esqueça da minha Caloi”. Se você lembrou de algo, saiba que está no grupo de risco. 
E se você comemorava o Natal com Cidra Cereser, piorou! 
Ah, e se você associa o Natal com presentes como autorama e outros brinquedos das fábricas Atma, Trol, Gulliver e Estrela, estamos juntos. Todo o cuidado é pouco, meus contemporâneos! Coisas como boneco Topo Gigio, boneco Fofão, mola colorida, ioiô, pega-varetas, jogo do resta-um, e fitas do Super Nintendo, são elementos reveladores de nossa DNA (Data de Nascimento Antiga). Melhor ficar bem quietinho neste Natal...

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