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Reflexões

Publicado em 01/02/2021 10h49 - Atualizado há um mês - de leitura

Duas situações para reflexão. Quando, em 1945, Londres passou a ser bombardeada todas as noites pela força aérea nazista, a orientação era de que ninguém acendesse qualquer lâmpada na cidade à noite. Londres permanecia absolutamente às escuras. Isso confundia os aviões bombardeiros, que perdiam a noção exata de onde deveriam jogar suas bombas. Pelo que sabemos, nenhum londrino acendeu as luzes de sua casa dizendo: “Eu tenho este direito”.

No Brasil (e em muitos países), a vacinação do gado contra a febre aftosa é obrigatória. O governo faz campanhas intensas a respeito há muitos anos. A aftosa causa enormes prejuízos sanitários e econômicos. Até agora, não temos notícia de algum pecuarista que tenha dito: “Eu tenho o direito de não vacinar minhas vacas”. 

Estas duas situações são apenas para reflexão. Talvez a vacinação contra a Covid não seja obrigatória (pela força de alguma lei), mas ela é quase um compromisso moral, ético e social. Quem não se vacina, pode dizer: “O problema é meu! Ninguém pode me obrigar!”.

No entanto, ao se contaminar, utilizará o sistema de saúde, que é de todos nós. E também irá contaminar aqueles portadores de doenças graves, que não podem receber a vacina. É uma boa reflexão, não é mesmo?

***

O mês de janeiro tem uma data histórica que é lembrada no dia 27 (Dia Internacional das Vítimas do Holocausto). A libertação de Auschwitz, que aconteceu naquele dia, em 1945, quando os soviéticos chegaram à Polônia. O que eles encontraram lá marcou a consciência da humanidade para sempre. Na época, os nazistas assassinavam algo em torno de 6.000 pessoas por dia, apenas em Auschwitz.

O nazismo tinha montado uma rede de campos, em vários países, divididos em dois grupos. Os campos de concentração (para trabalhos forçados) e os campos de extermínio (para a eliminação física de opositores e de judeus).

Pouco tempo atrás eu visitei o campo de concentração de Dachau, na Alemanha (libertado pelos americanos, em abril daquele ano). É o tipo de local turístico no qual as pessoas circulam em absoluto silêncio, cabisbaixas, sentindo o peso da selvageria humana. A visão dos fornos onde os cadáveres eram jogados é deprimente, e muitos chegam às lágrimas observando os equipamentos da morte, e se perguntam: “Como a humanidade chegou a isto?”.

 Na verdade, toda vez que toleramos manifestações de ódio político e racial, estamos deixando nossa humanidade de lado e nos aproximando dos nazi-fascistas. Estamos admitindo e tolerando a violência. Isto é muito perigoso.

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Não é novidade que a pandemia acabou com milhares de empregos. No Brasil, fala-se em 11 milhões de empregos a menos, número que completa o quadro geral (e preocupante) de 41 milhões de desempregados. Uma enorme dor de cabeça para governos e economistas. Por tal razão, sobressai a importância de órgãos como o SINE, bem como a articulação de agências de emprego, o que inclui também as universidades. Há vagas, embora em número inferior à necessidade social. 

Pois vale registrar que o Instituto Federal de Santa Rosa está oferecendo vagas para cursos técnicos, como eletro-mecânica. Aliás, o IFFar mantém estreito relacionamento com inúmeras empresas de toda a região, gerando numerosos empregos. É exemplo de local que educa e forma bons profissionais. Um dos caminhos que devemos seguir para que a situação melhore.

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