Blog Gilberto Kieling
Blog Gilberto Kieling
Gilberto Kieling



Blog

Um pouco de tudo

Publicado em 23/08/2020 19h26 - Atualizado há 4 semanas - de leitura

A santa-rosense Xuxa Meneghel deu longa entrevista à Vogue, na mais recente edição da revista do mundo fashion que comemora 44 anos no Brasil. Uma boa entrevista, diga-se de passagem. O curioso é que a Xuxa, talvez por ter se tornado uma celebridade ainda menina, teve sua vida marcada por polêmicas, algumas alimentadas por ela própria, que também é boa de marketing. Namorou Pelé e Ayrton Senna, e depois decidiu ter uma filha sem formalizar casamento. A classe média bem comportada nunca a perdoou.

 É um carma que ela carrega. O trabalho de um artista deve ser apreciado (ou não) em função de sua arte propriamente dita. Questões envolvendo comportamento ou escolhas da vida privada somente servem para alimentar fofocas de gente que não esconde a própria inveja. Embora tenha modificado sua forma de atuação na TV e agora também esteja lançando um livro infantil, ela será sempre lembrada como a Rainha dos Baixinhos, papel, aliás, que desempenhou com grande competência.

O resto é fofoca.

***

Veja como é o esquema. Um político contrata um cara especialista em marketing na internet. Este, por sua vez, contrata um especialista em redes sociais, o qual se encarrega de criar perfis falsos nas redes. Estes perfis não são pessoas reais. São “personagens” criados para fazer postagens nas redes, dando opinião sobre assuntos da política. Estas postagens se reproduzem e são replicadas nas redes de forma célere. É claro que os perfis falsos existem para criar e propagar “fake news” e notícias falsas com o propósito de aniquilar a imagem dos políticos adversários daquele político que citei no início.

Deu pra entender o mecanismo? Pois é exatamente assim que funciona o já famoso “gabinete do ódio” que é alimentado pela família Bolsonaro e pela assessoria da Presidência da República (segundo depoimentos do inquérito) e que agora está sob investigação do STF e da Polícia Federal, e ainda tem uma CPI no Congresso, com páginas daqueles “personagens” sendo bloqueados em diversos países por ordem judicial.

Se você quer saber mais sobre como isto funciona, assista na Netflix o filme polonês “Hater”, que é um surpreendente sucesso. “Hater” significa, numa tradução livre, “odiador”. O termo é usado na internet para classificar pessoas que postam comentários de ódio e atacam as instituições. Portanto, é preciso dizer que casos da espécie também existem em outros países. Nos EUA os “haters” ajudaram muito na eleição do Trump. Os nossos “haters” copiaram direitinho.

***

Pois, curiosamente, esta semana aconteceu um ato de ódio envolvendo a UNIJUÍ, a universidade que também tem campus em Santa Rosa. O fato, porém, aconteceu na cidade de Ijuí, no último dia 13. O Museu Antropológico Diretor Pestana realizava uma atividade dentro de programação promovida pela Secretaria Estadual da Cultura, comemorativa ao “Dia Estadual do Patrimônio Cultural”. Naquele momento estava acontecendo um seminário online (aquilo que hoje chamamos de “webinar”).

Um grupo de pessoas invadiu a página da internet na qual acontecia uma palestra, fazendo xingamentos de cunho racial, e mostrando mensagens misóginas e até pornográficas. O caso foi parar na polícia, e o evento foi suspenso. 

Se achávamos que esse tipo de gente só existia nas capitais brasileiras, agora descobrimos que eles podem ser nossos vizinhos. Por isso mesmo, espera-se a adequada condenação no processo judicial e que os nomes dos animais sejam divulgados. Esse tipo de gente deve ser vigiada, pois são a pior face da democracia.

Últimas do Blog

VER MAIS NOTÍCIAS



Top Vídeos

:: assista aos destaques

Setembro Amarelo

Nesta sexta-feira (18) a Psicóloga, Ana Paula Paz fala no programa Ponto e Contraponto sobre o Setembro Amarelo.

há 2 dias


Retomada das aulas presencias na rede municipal

há 3 dias


Acisap realiza Almoço de Ideias online nesta quinta

há 3 dias