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Mês de Combate ao Câncer de Próstata

Publicado em 01/12/2020 16h31 - Atualizado há 2 meses - de leitura
Oncologista Clínico, Pedro Lourega. / Foto: Divulgação

O movimento denominado Novembro Azul é dedicado a conscientização da necessidade da população em realizar medidas preventivas e exames de rastreamento para o câncer de próstata.

Segundo o Oncologista Clínico, Pedro Lourega, “esse tumor é o mais frequente entre os homens, resultado de uma multiplicação desordenada das células da próstata e induzido pela idade (após 50 anos), por fatores hormonais e de hábitos de vida nocivos”. 

O especialista destaca os principais aspectos de alerta sobre a doença de modo a colaborar com a prevenção do Câncer de Próstata. Confira!

Sintomas

Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata: dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite. Na fase avançada, pode provocar dor óssea, emagrecimento, sangramento urinário e dor abdominal.

Rastreamento

Existe uma ampla discussão, inclusive entre as sociedades médicas, sobre qual a melhor maneira de se rastrear o câncer de próstata. “Entendemos que premissa é a de se conversar abertamente, sem mitos ou tabus, com o paciente, sobre os riscos de exames, possíveis desconfortos e os benefícios”, destaca Lourega.

Para a população usual, sem riscos acometidos além da idade, recomendamos realizar pelo menos a dosagem de PSA (exame de sangue que é um bom indicativo de alteração prostática), aos 50 anos. Para pessoas que possuem história familiar desta neoplasia, negros ou com diversos fatores de risco associados esta indicação pode ser iniciada aos 45 anos. O exame de toque retal é complementar ao exame de sangue e auxilia na descoberta precoce da doença.

Tratamento

O Oncologista ressalta que, “a escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após discutir os riscos e benefícios do tratamento com o seu médico”. Geralmente, para doença localizada: cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante, em algumas situações especiais, podem ser oferecidos.

Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Já em casos de doença metastática, quando o tumor original acometeu outras partes do corpo, o tratamento de eleição é a terapia medicamentosa combinada com outras estratégias que surgiram recentemente.

Prevenção

Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

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