Blog Voice, por Eunice Arsand
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Alfabeto Fabiane Angelita Steinmetz

Publicado em 29/01/2021 08h51 - Atualizado há um mês - de leitura

Contemporânea e antenada a tudo o que acontece no mundo a Psicóloga Fabiane Steinmetz é Membro da Associação Francesa La Cause des Bebès Brasil e atende no Centro Clínico São Lucas – Santa Rosa. 

Seu amor e dedicação aos estudos, trás um diferencial de profissionalismo e desenvolvimento de conteúdo que nos encanta. Fabiane destaca:

“A dedicação aos estudos do desenvolvimento infantil desde a vida fetal, ou até anteriormente, quando a criança começa sua jornada no discurso dos pais, agrega para a compreensão do sintoma da criança e sua configuração no ambiente familiar. Ressalta-se a importância que a Psicologia e a Psicanálise estudem os impactos do sintoma no ambiente familiar, levando em consideração o meio no qual a criança vive, sabendo que esse meio influencia o tratamento e o sintoma. A família perpassa o tratamento desde os escritos de Freud, com o caso do pequeno Hans, sendo assim, o envolvimento familiar é importante no processo de escuta da criança e para uma melhora significativa de seu sintoma. 

A presença de adultos na vida da criança é importante no exercício da função de pais, cuidadores. Para além dos cuidados básicos, como alimentação e higiene, é importante demonstrar afeto e suprir as necessidades emocionais do bebê. A criança que é privada de afeto perde o interesse pelo meio que a cerca, torna-se apática, com problemas de tonicidade muscular. Um bebe pode abandonar o seu desejo de viver, se fecha para o mundo se os cuidados que os adultos lhe dirigem são somente para sua sobrevivência, há que nutrir o pequeno ser com amor e atenção.

O amor parental versa sobre as expectativas que os pais colocam em seus filhos, que algumas vezes não respondem a essas expectativas e vislumbres de futuro. O sintoma de uma criança muitas vezes pode ser um aviso aos pais de que algo não está bem, o sintoma infantil é uma forma auxiliar de levar os pais à clínica psicológica e serem capazes de dispender tempo e atenção à dinâmica conjugal. Cabe ao terapeuta observar o todo, para além do relatado sobre o sintoma para chegar a uma compreensão melhor do sujeito e do ambiente em que vive. Acontece que, algumas vezes os pais trazem a criança como representante da doença da família e, pode que não seja sobre a criança que ocorrera a intervenção terapêutica. A família é capaz de se reorganizar, podendo modificar a realidade existente e transformando os posicionamentos atuais em forças para enfrentar os problemas que virão. 

A experiência do distanciamento social levanta questões sobre os rumos dos cuidados com a estruturação psíquica e aprendizagem de bebês, crianças e adolescentes para pais, educadores e terapeutas. Temos várias possibilidades de canais virtuais, mas quando a vida está normal é melhor, seguramente que estamos afastados de experiências que só em presença podemos ter. O contato, o olhar, a conversa são necessidades fundamentais para nossa vida e não são, pelo menos não deveriam ser substituíveis. Os pais deparam-se com uma sobrecarga no cuidado com seus filhos, porque não podem contar com o apoio familiar e da escola, os educadores também precisam sustentar seu lugar de transmissão de conhecimento a custas de verdadeiras maratonas virtuais. Os clínicos, também estamos nessa empreitada de por vezes trabalhar com a virtualidade, fazer dela ferramenta capaz de sustentar uma intervenção terapêutica e isso não é nada fácil porque as crianças cansam e querem estar conosco, nos dispensam diante da tela, estão cobertas de razões para isso. Que as famílias não deixem de atentar para as relações humanas, as coisas simples da vida, cozinhar juntos, estender roupas juntos, estar juntos. 

É imprescindível que mantenhamos o fôlego, hora de usar a peneira e perceber o que importa na nossa vida, ser esperançosos no sentido de vislumbrar um recomeço, mas sem perder o espanto diante dessa situação atípica que é a pandemia. Que possamos registrar a transitoriedade”. 

Confira o Dicionário de Fabiane, que adora andar descalça na grama ao amanhecer, dormir em uma barraca de vez em quando. Em tempos de pandemia, organizo a barraca no pátio da minha casa. 

A de Aconchego, sensação de segurança e apaziguamento, quando estou com alguém ou encontro isso em algo que gosto de fazer, matear e ver um filme.
B de Brincar, um trabalho psíquico na infância e que é imprescindível que não percamos na vida adulta, a vida fica mais leve quando a gente brinca.
C de Cortesia, o segredo para uma convivência harmoniosa, torna as pessoas solicitas e flexíveis.
D de Deleite, algo que traz uma satisfação, promove uma sensação prazerosa, para mim é quando tenho momentos sozinha.
E de Equidade, manifestar o senso de justiça, igualdade de direitos, penso que é necessário que resgatemos isso em nossa sociedade.
F de Filosofia, amor pela sabedoria, estudo de questões gerais e fundamentais sobre a existência, conhecimento, valores, razão, mente e linguagem. Sou adepta à filosofia pessimista, de Arthur Schopenhauer, mudou minha vida, passei a ver o mundo como ele realmente funciona, não é uma experiência fácil. 
G de Gratidão, é um estado de espírito, relacionada não só às graças ou ajudas recebidas, mas todas as experiências vividas. As que me fizeram chorar foram as mais valorosas em termos de aprendizado.
H de Hesitação, permanecer indeciso, não saber o que fazer. Penso que atualmente as pessoas poderiam ser mais hesitantes, parece-me que todo mundo sabe tudo, não hesita para nada, mantém seu gozo acima de tudo. 
J de Jovialidade, ânimo para seguir vivendo, é o bem mais elevado que podemos ter na vida. 
K de Karaoke, um passatempo divertido que eu praticava aos 20 anos, sinto saudades dessa fase.
L de Livro, é um espelho, nele só vejo o que possuo dentro, fortalece e engrandece minha existência.
M de Mãe, dona Celita, aquela que tornou-me um ser vivente, carregou-me e desejou que eu vivesse.
N de Nobreza, uma grandeza de caráter, ser nobre é exercitar a empatia e perceber que todas as pessoas tem situações difíceis, que saibamos acolher, escutar ao invés de julgar e criticar. 
O de Ócio, é a condição capital para momentos felizes, tenho tido bem pouco, é projeto para esse ano.
P de Poesia, conhece-se a vida primeiro em sua forma poética e, depois pela realidade, é uma mentira bonita.
Q de Querência, aqui no RS, é o local onde alguém nasceu e se criou. É para onde eu gosto de retornar, a casa dos meus pais, sinto-me aquerenciada.
R de Roque, meu pai, inscreveu seu bom humor, sua jovialidade e ensinou-me que é possível recomeçar, por mais difícil que seja, há possibilidade de reconstrução. Frase significativa: “a escola da vida é a que melhor nos ensina”.
S de Solitude, encontro comigo mesma, um tempo sozinha, essencial para mim, questão de sobrevivência. É um momento onde consigo ouvir meus pensamentos que se escondem quando estou com muitas pessoas.
T de Transitoriedade, é o que atribui valor às coisas, pois acabam, é a escassez do tempo. O que é jovem e viçoso, um dia envelhecerá. O que é vivo e pulsante, um dia morrerá e endurecerá. Alegria um dia será tristeza. E quem chora, um dia irá sorrir.
U de Utopia, significa de maneira literal “não-lugar”, que representa um lugar que não existe, seria descrição de uma sociedade ideal, fundamentada em leis justas e em instituições político-econômicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da sociedade.
V de Vida, uma brevidade inacreditável, cada amanhecer é uma pequena vida.
W de Wafle, amo comer com cafezinho no final da tarde, preparado por mim, é claro.
X de Xale, aquece-me no inverno, adoro o alento que sinto quando uso
Y de Yoga, trabalha o corpo e a mente, uma prática que estou iniciando.
Z de Zelo, atenção e cuidado que dedico a algo ou alguém, empenho com meu trabalho.

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