Comportamento

Legalização da Cannabis Medicinal foi tema do Conecta 97

Assunto desperta debate, visto que ainda é pouco conhecido, carregando muitos tabus e preconceitos.

Publicado em 18/06/2021 12h27 - Atualizado há 2 semanas - de leitura
Fernanda Matarucco defende o uso, tendo dois casos na família que utilizam a Cannabis Medicinal. /Foto: Jornal Noroeste

O Conecta 97 (programa da Guaíra FM, às quartas-feiras, 16h, com apresentação de Paulo Severo) desta semana tratou sobre a legalização da Cannabis para uso medicinal, um assunto ainda pouco conhecido e também cheio de tabus e preconceitos.

No último dia 08, foi aprovado o Projeto de Lei 399/2015, que libera seu cultivo para fins medicinais e industriais, por pessoa jurídica.

O tratamento com esse medicamento ainda é pouco divulgado, o que dificulta seu acesso por diversas questões como custo, burocracia e desinformação. Mas com o relato pessoal de Fernanda Matarucco, colaboradora do Conecta 97, e que utiliza o medicamento em sua filha de 6 anos de idade que possui epilepsia, além de sua mãe de 66 anos portadora de uma dor crônica, abriu-se informações sobre os benefícios do tratamento e caminhos para ter acesso ao medicamento.

Vale destacar que a planta da Cannabis é cultivada há mais de 6 mil anos e o primeiro registro de tratamento foi em 1.550 a.C. no Egito. Mesmo assim, para que o paciente tenha acesso, primeiro ele precisa passar por uma consulta médica e ter a prescrição da Cannabis Medicinal. Na sequência deve fazer o pedido de Registro na ANVISA, que é o órgão que regulamenta a autorização para o tratamento para depois, portando estes documentos, ter acesso ao medicamento importado (custo menor) e nacional (custo maior) por um período de dois anos.

Devido a todo este cenário de proibição e por outro lado a grande necessidade de tratamentos, diversas associações formaram-se no país, principalmente por pais e mães de crianças com doenças que poderiam se beneficiar com o tratamento da Cannabis Medicinal, com o objetivo de trazer informação, conquistar direitos e também para a produção de medicamentos artesanais. Como estes produtos artesanais não são regulamentados e não conseguem oferecer uma padronização, isso pode afetar a otimização do tratamento. Por isso quanto mais avançarmos na legalização e no compartilhamento de informações, maior serão as vantagens, o progresso nos tratamentos e na qualidade de vida de milhares de pessoas.

Os benefícios com a aplicação da Cannabis Medicinal são diversos, pois esse medicamento possui inúmeras características, como analgésico, anti-flamatório, anti-convulsivante, induz foco e atenção, ansiolítico, diminui a irritabilidade, reduz efeitos de quimioterapias e muito mais. E pode ser utilizado para diversas doenças neurológicas e outras patologias, tais como autismo, mal de Alzheimer, Parkinson, depressão, hérnia de disco, TDAH, ansiedade, fibromialgia, insônia, epilepsia, dores crônicas e muitas síndromes raras.

A Cannabis entra como medicamento fitoterápico, pois é extraído da planta sem processo químico e consegue ter uma absorção rápida sem pesar órgãos como rins e  pâncreas, reduzindo assim a necessidade de polifarmácia.

As principais substâncias, dentre as 400 que existem na Cannabis, o THC e o CBD são os mais conhecidos e utilizados. O CBD possui a particularidade de diminuir a atividade elétrica, ou seja, neurológica, enquanto o THC consegue estimular as atividades.

Mas nem só de THC e CBD se resume a Cannabis. A planta possui centenas de componentes entre canabinoides, terpenos, flavonoides, polifenois, lignanas entre outros compostos. Juntos, estes podem promover um efeito terapêutico mais amplo no tratamento de doenças. Esse fenômeno químico, que acontece a partir da complexa sinergia entre as substâncias presentes na planta, chama-se efeito entourage ou efeito comitiva.

Já existem estudos da Cannabis no tratamento da covid-19 e pesquisadores da Universidade de Lethbridge, no Canadá, descobriram que seu extrato com alto teor de CBD pode modular a expressão de uma enzima receptora do tecido pulmonar e das mucosas oral e nasal que o vírus usa para entrar no nosso corpo. Isso significa que o enfraquecimento dessa enzima pelos canabinóides dificulta a entrada do vírus.

Em Israel, o CBD foi ministrado para 11 pacientes com covid em estado grave. Foi observado grande diminuição da inflamação pulmonar e, entre 7 e 30 dias, oito deles tiveram alta. O estudo concluiu que o CBD pode ser um potencial auxiliador na modulação das tempestades de citocina que ocorrem durante infecções graves, diminuindo a inflamação pulmonar causada pelo novo coronavírus.

Já na University Of Chicago, Marsha Rosner e sua equipe descobriram que o CBD e seu metabólito (composto intermediário de reações de metabolismo) 7-OH-CBD, bloquearam a replicação do coronavírus nas células do pulmão, sendo que o CBD inibiu a expressão do gene viral nas células humanas hospedeiras. O estudo também atestou que a carga viral de covid foi menor em pacientes que estavam tomando CBD, em comparação com o grupo que não o tomou.

Tais resultados são promissores e a avaliação da eficácia e segurança dos canabinóides, substâncias naturais, simpáticas ao corpo e com grande poder terapêutico em diferentes estágios da infecção por covid, torna-se fundamental no cenário em que estamos vivendo, reforçando cada vez mais o poder de cura que é possível encontrar nas plantas.

O Conecta 97 pode ser acessado pelo YouTube da EJN Digital.

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