Saúde

Anvisa pede que bula da vacina de Oxford cite possibilidade de coágulos

Apesar da solicitação, a agência reguladora manteve a recomendação do uso do imunizante no processo de vacinação no Brasil.

Publicado em 08/04/2021 15h13 - Atualizado há 2 semanas - de leitura
Anvisa solicita que bula da vacina de Oxford cite a possibilidade de coágulos / Foto: Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou, nesta quarta-feira (7), que seja incluída na bula da vacina de Oxford/AstraZeneca a possibilidade de casos “muito raros de coágulos sanguíneos associados à diminuição do número de plaquetas no organismo”. Apesar da solicitação, divulgada em comunicado na noite de ontem, a agência reguladora manteve a recomendação do uso do imunizante no processo de vacinação no Brasil.

O imunizante está no centro de uma polêmica em razão da identificação de pelo menos 79 casos de pessoas que desenvolveram tromboembolismo no Reino Unido após receberem a vacina. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) confirmou que os coágulos sanguíneos desenvolvidos em pessoas vacinadas com o imunizante anticovid da AstraZeneca devem ser considerados um efeito colateral “muito raro” do produto.

Tendo em vista o anúncio da agência reguladora europeia, a Anvisa pediu que conste no item “Advertência e Precauções” da bula da vacina a possibilidade de casos muito raros de formação de coágulos sanguíneos associados à diminuição do número de plaquetas e, em alguns casos, sangramentos que podem estar associados ao uso do imunizante, a exemplo de casos relatados em alguns países.

De acordo com a Anvisa, até o momento, foram aplicadas mais de 4 milhões de doses da vacina no país. Dentre as pessoas que receberam o imunizante, foram registrados 47 casos suspeitos de eventos adversos causados por coágulos, um deles associado à trombocitopenia, ou seja, a diminuição do número de plaquetas.

O comunicado da Anvisa ainda afirma que, “até o momento, não foi possível estabelecer uma relação direta e de causalidade entre esses 47 casos suspeitos de eventos tromboembólicos e o uso da vacina no Brasil”. A agência informa que “não foram identificados fatores de risco específicos para a ocorrência do evento adverso”.



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