Saúde

Com 31 respiradores disponíveis, estudo busca quadruplicar sua utilização

Adaptadores projetados e produzidos em Santa Rosa/RS encontram-se na fase de teste.

Publicado em 26/03/2020 17h46 - Atualizado há 7 dias - de leitura
Protótipo já está pronto para testes. Objetivo é quadruplicar atendimentos. / Foto: Divulgação

Segundo a Fundação Municipal de Saúde de Santa Rosa-FUMSSAR a cidade conta hoje com 31 respiradores mecânicos. Destes, 19 estão no Hospital Vida & Saúde, oito na estrutura do Hospital Dom Bosco e os outros quatro a Coordenadoria Regional de Saúde emprestará de outras unidades. Os materiais são os mais utilizados durante o tratamento de pacientes com Coronavírus ou com problemas respiratórios, o que em muitos países acaba faltando.

Pensando em como resolver o problema a Unijuí e o Instituto Federal Farroupilha-IFFAR, com apoio da Agência de Desenvolvimento, estão projetando soluções para algumas dificuldades do sistema público de saúde, em virtude da pandemia do Coronavírus (Covid-19). As pesquisas acontecem nos laboratórios de prototipagem da Unijuí, junto a startups e com auxílio de impressoras 3D. O objetivo é viabilizar a produção de um adaptador para os respiradores, possibilitando que cada equipamento consiga atender mais de um paciente por vez.

Marcos Scherer, pró-reitor da Unijuí campus Santa Rosa, destacou que os estudos foram feitos e apresentadas soluções aos órgãos de saúde. “O investimento é baixo e acreditamos que com os adaptadores podemos atender, com improviso, até quatro pacientes com um só respirador, quadruplicando a utilização”, afirmou. O professor explicou que já foram produzidas algumas unidades para teste. Agora falta uma definição se acontecerá o seu uso.

A medida já está sendo adotada em outras cidades mundo a fora, inclusive no Hospital Nossa Senhora das Graças, de Canoas-RS. Três profissionais adaptaram respiradores mecânicos para que os aparelhos atendam mais de um paciente por vez. O aumento da capacidade tem como base um estudo feito pela Universidade de Michigan, em 2006, com foco na antecipação da necessidade de assistência médica a um grande número de vítimas após eventos como o 11 de setembro de 2001. O assunto teve destaque no site GaúchaZH.

Segundo a reportagem, a metodologia discutida no estudo, que já circulava na comunidade médica local antes mesmo do coronavírus se tornar uma preocupação mundial, foi analisada pelo médico Emanuel Rath Bonazina e pelos fisioterapeutas Marcio Ramos Laguna e André Hoerbe Bacchin. A preocupação do trio cresceu especialmente a partir do momento em que a curva de crescimento de contaminação do Brasil ultrapassou a da Itália, epicentro da Covid-19 na Europa, e pelo rigoroso inverno gaúcho que está a caminho, quando quadros de problemas respiratórios aumentam significativamente.

Protótipo já está pronto para testes. Objetivo é quadruplicar atendimentos./Foto: Divulgação Equipamentos estão sendo produzidos em Santa Rosa/RS. / Foto: Divulgação
Protótipo já está pronto para testes. Objetivo é quadruplicar atendimentos./Foto: Divulgação Unijuí, IFFar e Agência de Desenvolvimento tocam a ideia. / Foto: Divulgação
Protótipo já está pronto para testes. Objetivo é quadruplicar atendimentos./Foto: Divulgação Baixo custo e agilidade na produção. / Foto: Divulgação
Protótipo já está pronto para testes. Objetivo é quadruplicar atendimentos./Foto: Divulgação Projeto e execução por profissionais de startups de Santa Rosa/RS, utilizando impressora 3D. / Foto: Divulgação


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