Saúde

Leite diz que RS vive momento “sem precedentes” e defende suspensão da cogestão

Diante da gravidade da situação, governador defende suspensão do modelo de cogestão, que dá autonomia aos municípios para flexibilizar restrições.

Publicado em 22/02/2021 10h44 - Atualizado há 2 semanas - de leitura
Governador Eduardo Leite afirma que o Rio Grande do Sul vive momento “sem precedentes” da pandemia e defende suspensão do sistema de cogestão no modelo de distanciamento controlado / Foto: Palácio Piratini

O governador Eduardo Leite afirmou na manhã desta segunda-feira (22) que o Rio Grande do Sul vive um momento “sem precedentes” da pandemia de Covid-19. O estado tem 11 regiões em bandeira preta e todas as demais regiões estão em bandeira vermelha.

Diante da gravidade da situação, Leite voltou a defender a suspensão do sistema de cogestão no modelo de distanciamento controlado. De acordo com ele, é necessário um "alinhamento" na aplicação de medidas mais restritivas diante do quadro grave da pandemia no RS.

“A cogestão é uma boa ferramenta, é positiva, mas quando temos um momento crítico como esse o melhor é alinharmos ações, para que seja uma única comunicação com a população, sem gerar dúvidas” afirmou o governador.

Através do sistema de cogestão, as prefeituras de cada região podem chegar a um acordo e adotar protocolos semelhantes aos da classificação imediatamente anterior. Com isso, locais que estão em bandeira preta, por exemplo, podem escolher adotar medidas semelhantes às da bandeira vermelha.

Leite rebateu as críticas feitas por prefeitos e setores empresariais com relação às restrições anunciadas pelo governo do Estado. Para ele, trata-se de uma situação excepcional.

“Não se trata de ficar buscando culpados. Ninguém é culpado ou está fazendo nada errado no seu setor. A questão é termos a consciência na sociedade de que as coisas não estão normais. Além de gerar menos circulação, essas suspensões de atividades ajudam a dar a percepção de que estamos em uma situação excepcional”, explicou.

O governador ainda utilizou números para destacar a gravidade do momento vivido pelo Estado.

“Em julho, tínhamos em média aumento de 64 pacientes por dia em leitos clínicos e de UTI. Na segunda onda, tínhamos em média 67, na mesma base. Agora, temos 170 pacientes sendo internados em média por dia, nos últimos 10 dias. Este é o nível da gravidade que estamos vivenciando”, destacou Leite.



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