O fim de Stranger Things: a série que quase não existiu e redefiniu a Netflix

A despedida da produção que começou desacreditada, apostou nas crianças e virou um fenômeno cultural e financeiro global.

Publicado em 25/12/2025 às 17:04 — Atualizado em 02/04/2026 às 12:30

O fim de Stranger Things: a série que quase não existiu e redefiniu a Netflix

Cena de Stranger Things 5 — Reprodução/Netflix

Quase dez anos depois da estreia, Stranger Things chega ao fim com os últimos episódios da quinta temporada e encerra um ciclo histórico para a Netflix. A produção, hoje um dos maiores fenômenos do streaming, quase foi descartada ainda na fase de pré-produção.

Antes de sair do papel, os irmãos Matt e Ross Duffer sofreram pressão para retirar as crianças da trama e transformar a história em algo mais convencional. Eles recusaram. Apostaram em um elenco jovem, diálogos realistas e uma narrativa que misturava terror, aventura e nostalgia dos anos 1980, inspirada em filmes como Os Goonies, E.T. e nas obras de Stephen King.

Quando a primeira temporada foi gravada, em 2016, o orçamento era modesto e muitos efeitos especiais eram feitos de forma prática. Ninguém imaginava que a série se tornaria global. A virada veio com a Netflix, que aceitou o projeto sem impor mudanças e permitiu liberdade criativa total.

O resultado foi imediato. O público jovem se identificou com os personagens, enquanto os adultos se conectaram com a nostalgia. O sucesso fez os custos dispararem: de cerca de 6 milhões de dólares por episódio na estreia para até 60 milhões na temporada final, colocando a série no nível de grandes blockbusters do cinema.

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