O cinema brasileiro vive uma de suas fases mais prestigiadas no exterior. Depois das indicações históricas de “Ainda estou aqui” e “O agente secreto”, a pergunta que domina festivais e bastidores é direta: quem será o próximo representante do país no Oscar?
A resposta pode estar em uma safra diversa, ambiciosa e repleta de nomes já respeitados pela crítica internacional. De aventuras reais em alto-mar a dramas sociais, thrillers psicológicos e documentários premiados, 2026 reúne produções com potencial para recolocar o Brasil na maior vitrine do cinema mundial.
Confira os principais títulos que já surgem como fortes candidatos:
• 100 Dias (Carlos Saldanha)
Drama biográfico sobre Amyr Klink e sua travessia solitária do Atlântico a remo. Produção de escala internacional e narrativa de superação.
• Escola sem muros (Cao Hamburger)
Inspirado em um projeto pedagógico real, acompanha a transformação de uma escola pública pela força da comunidade. Emoção e impacto social.
• Geni e o Zepelim (Anna Muylaert)
Adaptação da canção de Chico Buarque, mistura crítica social, lirismo e tensão política na Amazônia.
• A Fabulosa Máquina do Tempo (Eliza Capai)
Documentário sensível que usa a imaginação de jovens meninas para refletir sobre memórias familiares e desigualdades.
• Vicentina pede desculpas (Gabriel Martins)
Após “Marte Um”, o diretor retorna com a jornada íntima de uma idosa em busca de perdão após uma tragédia coletiva.
• No Jardim do Ogro (Carolina Jabor)
Thriller psicológico estrelado por Alice Braga sobre desejo, compulsão e segredos em uma vida aparentemente perfeita.
• Leila e Noite (Fellipe Barbosa)
Coprodução internacional que aborda luto e memória a partir da história real de uma fotógrafa vítima de atentado.
• As Vitrines (Flavia Castro)
Drama histórico sobre famílias brasileiras refugiadas na embaixada durante a ditadura chilena, com forte apelo político.
Com diretores experientes, elencos conhecidos e passagens previstas por grandes festivais, os filmes indicam que o bom momento do audiovisual nacional não foi exceção. Se depender da qualidade e da diversidade dos projetos, o Brasil pode chegar a 2027 com mais de um favorito na corrida pelo Oscar.