Moraes nega pedido da defesa de Bolsonaro para prisão domiciliar
Defesa havia pedido prisão domiciliar humanitária antes de ex-presidente deixar hospital. Decisão do ministro determina que Bolsonaro retorne à Superintendência da Polícia Federal após alta médica nesta quinta-feira (1º).
Publicado em 01/01/2026 11h38 - Atualizado há 3 meses - 2 min de leitura
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (1º) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para prisão domiciliar humanitária.
A defesa do ex-presidente protocolou o pedido no STF nesta quarta-feira (31), citando a necessidade da concessão da domiciliar antes de o ex-presidente receber alta hospitalar. No pedido, os advogados alegaram que as condições de saúde do ex-presidente podem ser agravadas com o cumprimento do regime fechado. Bolsonaro está internado no hospital DF Star, em Brasília, e deve ter alta nesta quinta-feira.
A defesa de Bolsonaro citou também que a mesma medida foi concedida ao ex-presidente Fernando Collor e que o quadro pós-operatório requer condições especiais para o cuidado do paciente.
Segundo a decisão do ministro, não há os requisitos legais necessários para conceder a domiciliar, reforçando que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares “reiteradamente”, como a violação à tornozeleira eletrônica.
❝ Não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentindo, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos, destacou Moraes em sua decisão.
O ministro citou ainda que todas as prescrições médicas necessárias podem ser integralmente realizadas na Superintendência da PF, sem qualquer prejuízo à saúde do ex-presidente, já que há plantão médico 24 horas por dia, acesso integral dos médicos particulares de Bolsonaro, com medicamentos necessários, fisioterapeuta e entrega de comida produzida pela família.
O primeiro pedido de domiciliar para o cumprimento da pena foi negado por Moraes em 22 de novembro. Em 19 de dezembro, o ministro negou o segundo pedido da defesa do ex-presidente.