Plantio do trigo inicia no RS em cenário de cautela entre produtores
Custos elevados, restrição ao crédito e risco climático influenciam decisões para a safra 2026.
Publicado em 22/05/2026 14h19 - Atualizado há 2 dias - 2 min de leitura
A semeadura do trigo começou de forma incipiente no Rio Grande do Sul, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para os principais materiais utilizados no Estado. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21) pela Emater/RS-Ascar.
Apesar do início do plantio, o cenário para a próxima safra é marcado por cautela entre os produtores rurais. Entre os fatores apontados estão os altos custos de produção, maior restrição ao crédito rural, limitações na cobertura securitária e o aumento do risco climático em razão da possível atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera.
Segundo a Emater/RS-Ascar, há tendência de redução da área cultivada com trigo no Estado. A retração estaria relacionada à menor expectativa de rentabilidade e à substituição da cultura por outras alternativas de inverno, como canola, plantas de cobertura e sistemas com milho precoce seguido de soja safrinha.
Outro indicativo observado é a redução no nível tecnológico empregado nas lavouras, com aumento no uso de sementes próprias e menor procura por sementes fiscalizadas.
A estimativa oficial da área a ser cultivada na Safra 2026 ainda está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na Safra 2025, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 quilos por hectare e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.