Política

Campanha de Renan Santos é suspensa pelo TSE

A decisão divulgada nesta segunda-feira (31) tem caráter cautelar e não indefere a candidatura de Renan, de acordo com a CNN.

Publicado em 31/08/2026 15h43 - Atualizado há 2 dias - 2 min de leitura
O partido terá 24 horas para informar desde quando cada perfil vem sendo usado para propaganda e se há outras contas vinculadas à campanha. O descumprimento do prazo pode levar ao indeferimento do registro. /Foto: Divulgação Missão

O ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), suspendeu a campanha eleitoral do coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos, candidato do Missão à Presidência.  Ainda de acordo com a CNN, a decisão divulgada neste início de semana tem caráter cautelar e não indefere a candidatura de Renan. O partido terá 24 horas para informar desde quando cada perfil vem sendo usado para propaganda e se há outras contas vinculadas à campanha. O descumprimento do prazo pode levar ao indeferimento do registro.

 Segundo a CNN, na decisão, Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral em ambiente digital, dos repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e da participação do candidato em debates de rádio, TV, podcasts e outros meios de comunicação. 

Ainda conforme a CNN, o pedido de registro da candidatura de Renan foi protocolado em 7 de agosto, mas 16 perfis em redes sociais teriam sido informados ao TSE em 19 de agosto — 12 dias depois — por meio de uma petição complementar. Pelas regras eleitorais, os candidatos devem declarar, no momento do registro, os endereços de sites, blogs e redes sociais que pretendem utilizar durante a campanha.

 

Segundo Toffoli, os perfis não declarados ao TSE continuam sendo recomendados normalmente pelas plataformas, o que pode conferir vantagem indevida em relação a outras candidaturas. Para o ministro, o atraso na comunicação pode configurar uma "omissão estratégica", já que essas contas seguem sendo tratadas pelos algoritmos como perfis comuns — sem as restrições aplicadas a conteúdo eleitoral.

Ao analisar um dos perfis de Renan, com cerca de 2,4 milhões de seguidores, o ministro afirmou ter encontrado propaganda eleitoral e recomendações envolvendo outros candidatos.  Toffoli determinou ainda que as plataformas suspendam os perfis irregulares e forneçam ao TSE informações sobre postagens, impulsionamentos, anúncios, recomendações e alcance das publicações.

No fim de semana, o ministro já havia retirado da pauta do plenário virtual o julgamento do registro da chapa do Missão, após identificar indícios de irregularidades no uso das redes sociais pela campanha, conforme a CNN.

 

Com informações da CNN Brasil 



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