A colheita da canola começou nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul. Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, as lavouras apresentam, de modo geral, desempenho satisfatório e potencial produtivo considerado adequado nas principais áreas de cultivo.
Atualmente, 62% da área cultivada com canola no Estado está em floração e 28% em enchimento de grãos. Outros 8% das lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo e 2% já estão em maturação, permitindo o início da colheita nas áreas mais precoces.
A disponibilidade de umidade tem contribuído para o desenvolvimento das plantas. No entanto, o excesso de chuvas e a baixa luminosidade provocaram dificuldades pontuais para a entrada de máquinas e a realização dos manejos nas lavouras.
Nesta safra, o Rio Grande do Sul possui uma área cultivada de 353.397 hectares de canola, com produtividade média estimada em 1.619 quilos por hectare. A Emater informou que ainda não foi possível realizar um levantamento sobre possíveis impactos das geadas nas áreas cultivadas.
Região de Santa Rosa
Na região de Santa Rosa, 7% das lavouras de canola estão em desenvolvimento vegetativo, 51% em floração, 40% em enchimento de grãos e 2% em maturação.
Segundo o levantamento, os períodos de maior presença de sol e as temperaturas amenas favoreceram a evolução dos estágios reprodutivos, especialmente a formação e o enchimento das síliquas. As lavouras apresentam bom desenvolvimento e elevado potencial produtivo.
Situação do trigo
A cultura do trigo também apresenta desenvolvimento considerado dentro da normalidade no Rio Grande do Sul. Atualmente, 61% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 28% em floração, 10% em enchimento de grãos e 1% em maturação.
A baixa luminosidade e as chuvas frequentes têm limitado o crescimento das plantas e dificultado a realização de operações de manejo em algumas regiões.
Nas áreas em floração, a combinação de elevada umidade relativa, nebulosidade e precipitações aumentou o risco de doenças da espiga, especialmente a giberela. Também foram observados sintomas de doenças foliares e oídio, principalmente em áreas com maior disponibilidade de nitrogênio.
A área projetada para o cultivo de trigo na Safra 2026 é de 814.220 hectares, com produtividade média estimada em 2.701 quilos por hectare.
Outras culturas de inverno
As lavouras de carinata encontram-se predominantemente em estágios reprodutivos, com 63% da área em floração plena e 27% em enchimento de grãos. Outros 9% estão em desenvolvimento vegetativo e 1% em maturação. A melhora da luminosidade favoreceu a atividade dos polinizadores e o desenvolvimento das lavouras.
A aveia-branca apresenta 30% da área em desenvolvimento vegetativo, 35% em floração, 33% em enchimento de grãos e 2% em maturação. Algumas áreas já iniciaram a colheita, embora ainda sem expressão estatística. A área estimada para o cultivo no Estado é de 387.697 hectares.
Já a cevada concentra 78% da área em desenvolvimento vegetativo, enquanto 16% estão em floração e 6% em enchimento de grãos. O excesso de umidade e as condições climáticas desfavoráveis têm reduzido o ritmo de desenvolvimento das plantas em algumas regiões.
Plantio do milho começa no Estado
Entre as culturas de verão, o milho está no início do período de semeadura. O avanço dos trabalhos tem sido condicionado pela elevada umidade do solo e pelas chuvas, que dificultam a entrada das máquinas nas lavouras.
Nas regiões onde houve maior abertura de janela para o plantio, especialmente no Noroeste do Rio Grande do Sul, a semeadura avançou de forma mais significativa. Em áreas mais frias ou com persistência de umidade, a implantação ocorre de maneira pontual.
A Emater/RS-Ascar ainda realiza o levantamento da área que será cultivada com milho na Safra 2026/2027. As primeiras projeções indicam tendência de aumento da área plantada no Estado. As estimativas para as culturas de verão deverão ser apresentadas durante a 49ª Expointer, realizada entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro, em Esteio.