Setor de serviços cresce 0,3% em janeiro e volta ao nível recorde, aponta IBGE
Instituto aponta que resultado interrompe dois meses sem avanço e supera expectativas do mercado.
Publicado em 16/03/2026 07h30 - Atualizado há 13 horas - 2 min de leitura
O volume de serviços no Brasil avançou 0,3% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado marca a primeira alta do setor em três meses.
Com o crescimento, o setor voltou ao patamar recorde da série histórica, nível que também havia sido atingido em outubro e novembro do ano passado. O volume atual está 20,1% acima do registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020.
Na comparação com janeiro de 2025, o setor apresentou expansão de 3,3%. Já no acumulado de 12 meses, o crescimento chegou a 3%, ligeiramente acima dos 2,9% registrados até dezembro.
Ainda de acordo com o IBGE, o desempenho veio acima das projeções do mercado, que apontavam alta de 0,1% na comparação mensal e de 2,8% na base anual.
Três das cinco atividades analisadas pelo IBGE registraram crescimento em janeiro. O maior avanço foi observado em outros serviços, com alta de 3,7%, recuperando parte das perdas do mês anterior. Também tiveram resultado positivo os segmentos de informação e comunicação (1,0%) e transportes (0,4%).
Por outro lado, os serviços prestados às famílias recuaram 1,2%, anulando parte do crescimento observado no fim de 2025. Já os serviços profissionais e administrativos ficaram estáveis no período.
O IBGE aponta que os dados indicam uma leve recuperação da atividade econômica no início de 2026. Além do avanço no setor de serviços, o comércio registrou alta de 0,4% em janeiro, enquanto a produção industrial cresceu 1,8% no mesmo período.
Apesar da melhora, economistas apontam que o crescimento ainda enfrenta desafios, como juros elevados e incertezas no cenário internacional. Atualmente, a taxa básica de juros Selic está em 15%, e o Banco Central (BC) deve voltar a discutir a política monetária na próxima semana.