SUS Gaúcho reduz em 61% a fila para consultas de oftalmologia no RS
Número de pacientes à espera caiu de mais de 112 mil para cerca de 43 mil desde o lançamento do programa.
Publicado em 16/03/2026 08h00 - Atualizado há 12 horas - 2 min de leitura
O programa SUS Gaúcho, lançado pelo governo do Rio Grande do Sul, reduziu em 61% a fila para consultas de oftalmologia geral adulto no Estado nos últimos seis meses. O número de pacientes aguardando atendimento caiu de 112.472 em setembro, para 43.854 em março de 2026. Em comparação com abril de 2025, quando havia 133.886 pessoas na fila, a redução chega a 67%, segundo dados do governo estadual.
O programa tem como objetivo diminuir em até 70% as maiores filas por consultas especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, foram ampliados ambulatórios, realizados mutirões de atendimento e reforçada a regulação das consultas.
Além da oftalmologia, outras áreas registraram queda no número de pacientes à espera de atendimento. Na ortopedia de joelho, considerada a segunda maior fila do Estado, o total de pacientes caiu de 19.788 para 8.942, uma redução de 54% desde setembro. Já na especialidade de otorrinolaringologia, o número de pessoas aguardando consulta passou de 22.916 para 18.214, queda de cerca de 20%.
O aumento da oferta de atendimentos também ocorreu em hospitais do interior. Em Parobé, o Hospital São Francisco de Assis realizou mais de 4,3 mil consultas e 1,3 mil cirurgias de joelho desde o início do programa. Já no Hospital Cristo Redentor, em Marau, mutirões permitiram a realização de mais de mil consultas e cerca de 300 cirurgias ortopédicas, ampliando o acesso da população a tratamentos especializados.
Outro resultado observado foi a queda nas ausências de pacientes nas consultas marcadas. Em outubro de 2025, cerca de 40% dos atendimentos agendados não tinham comparecimento. Para enfrentar o problema, o governo estadual destinou R$ 63 milhões para transporte sanitário intermunicipal, recurso que está sendo repassado a 488 municípios para facilitar o deslocamento dos pacientes até os locais de atendimento.
Com isso, várias cidades registraram redução significativa nas faltas, especialmente em municípios menores.