Polícia

Mulher desaparecida há um mês é registrada como 20ª vítima de feminicídio no RS no ano

Caso de Silvana Germann de Aguiar, em Cachoeirinha, passou de desaparecimento para feminicídio. Ex-companheiro, policial militar, está preso.

Publicado em 25/02/2026 22h15 - Atualizado há 3 semanas - 2 min de leitura
Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, está desaparecida desde o dia 24 de janeiro /Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

A Polícia Civil do RS confirmou nesta quarta-feira (25) que Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, desaparecida há um mês em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, passou a ser considerada a 20ª vítima de feminicídio no Rio Grande do Sul em 2026. O principal suspeito é o ex-companheiro, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que está preso temporariamente.

O caso, inicialmente registrado como desaparecimento, teve a tipificação alterada após o avanço das investigações, que passaram a indicar indícios de feminicídio, conforme explicou a delegada Waleska Alvarenga, diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher de Porto Alegre.

Além de Silvana, que desapareceu no dia 24 de janeiro, os pais dela — Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Aguiar, de 70 — também estão desaparecidos desde o dia 25 de janeiro. Até o momento, nenhum corpo foi localizado.

Linha do tempo do caso

Antes do desaparecimento, Silvana havia procurado o Conselho Tutelar para relatar que o ex-marido desrespeitava restrições alimentares do filho do casal. Poucos dias depois, as ocorrências de desaparecimento foram formalizadas.

No dia 28 de janeiro, Cristiano compareceu ao Conselho Tutelar para pedir que o filho ficasse sob sua guarda durante as investigações.

Durante as diligências, a polícia encontrou vestígios de sangue na casa da vítima, além de material genético e impressões digitais, que seguem em análise no Instituto-Geral de Perícias (IGP). Um projétil foi localizado no pátio da residência dos idosos, mas posteriormente confirmado como cartucho de festim.

O celular de Silvana foi encontrado após uma denúncia anônima, escondido sob uma pedra em um terreno baldio próximo à casa dos pais. A perícia indicou que o aparelho nunca esteve em Gramado, diferente do que sugeria uma publicação feita nas redes sociais no dia do desaparecimento.

Cristiano Domingues Francisco foi preso temporariamente no dia 10 de fevereiro, após quebra de sigilo telefônico indicar movimentação suspeita. O filho dele com Silvana, que estava sob seus cuidados, foi encaminhado aos avós paternos.

A quebra de sigilo telefônico apontou movimentações consideradas suspeitas, o que levou à prisão temporária do ex-companheiro. Segundo a defesa, ele permaneceu em silêncio durante depoimento. A atual companheira do suspeito também foi ouvida.



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