RS registra um feminicídio a cada três dias em 2026; sete mulheres já foram mortas
Vítimas tinham entre 15 e 59 anos e a maioria foi morta por companheiros ou ex-companheiros.
Publicado em 22/01/2026 07h56 - Atualizado há 2 horas - de leitura
O Rio Grande do Sul registrou sete feminicídios em menos de três semanas de 2026, superando o total de casos contabilizados em dezembro do ano passado. Até esta quarta-feira (21), as mortes ocorreram em diferentes regiões do Estado, com média de um assassinato a cada três dias, conforme dados da Secretaria da Segurança Pública.
As vítimas tinham entre 15 e 59 anos, e ao menos cinco eram mães. Em praticamente todas as ocorrências, os suspeitos são companheiros, namorados ou ex-companheiros, motivados por ciúmes ou pela não aceitação do fim do relacionamento.
Entre os casos está o de Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, bombeira civil de 31 anos, morta a facadas pelo ex-companheiro em Guaíba no dia 3 de janeiro. Letícia Foster Rodrigues, de 37 anos, encontrada morta no dia 14 em uma área de mata em Canguçu, na região Sul do estado, mesmo tendo medida protetiva contra o agressor. Marinês Teresinha Schneider, de 54 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro dentro de casa, em Santa Rosa, no Noroeste do RS.
Na capital, Josiane Natel Alves, de 32 anos, foi morta com golpes de faca, e Paula Gabriela Torres Pereira, de 39 anos, foi assassinada em uma parada de ônibus. Em Sapucaia do Sul, a adolescente Mirella Santos, de 15 anos, foi morta pelo namorado. Em Muitos Capões, na Serra, Uliana Teresinha Fagundes, de 59 anos, foi executada a tiros pelo ex-marido após assinar o divórcio.
Diante da escalada da violência, a Polícia Civil realizou uma força-tarefa estadual, que resultou na prisão de mais de 20 suspeitos em 24 horas, como parte de um conjunto de ações para conter crimes contra mulheres.
Onde buscar ajuda
Em caso de emergência, ligue 190. A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas pelo 180. Também é possível registrar ocorrência e solicitar medida protetiva pela Delegacia Online ou em qualquer Delegacia da Mulher.
