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Futuro certo e incerto, mais incerto do que certo

Publicado em 07/08/2020 10h11 - Atualizado há um mês - de leitura

Carolina Bahia, repórter da RBS em Brasília (está de saída), que ao palestrar no Almoço de Ideias da ACISAP, em 2018, censurou Bolsonaro porque, entre as prioridades do governo levadas ao Congresso Nacional, está o projeto do registro e posse de armas de fogo - a meu sentir, inalienável direito de defesa própria da pessoa e do seu patrimônio, excluindo, claro, gente com registro criminal, desequilíbrio psicológico etc. Por que sou a favor, é simples: o desarmamento era regra antes de Bolsonaro no poder, sob pena de sanções; a restrição atingia, tão-só, pessoas do bem, posto que marginais ignoram a lei. Os agricultores (desarmados) eram presas fáceis das quadrilhas.

A crítica da repórter gaúcha não fica em pé. Hoje, com mais armas, temos menos mortes. É verdade. No 1º trimestre de 2010 - ano em que Lula passou a faixa para Dilma - foram vendidas 9,5 mil armas, enquanto que, no mesmo período, em 2020, foram vendidas 73 mil. Esses dados desmentem a lógica dos pregoeiros do desarmamento, qual seja, aumento da criminalidade. Ora, os homicídios - o maior indicador de violência - com 8 vezes mais armas, caíram 19% em 2020. Logo, o principal pilar da ponte dos inimigos das armas, ruiu. A lógica se inverteu: mais armas, menos crimes. Só para concluir esse tema, lembro algumas figuras favoráveis ao desarmamento civil, com as quais não me alinharia: Hitler, Castro, Stalin, Qaddafi, Idi Amin, Mao Tse, Kim Jong.

No Brasil, como em tudo, ideologizou-se a discussão sobre o tema. Outro exemplo: a indicação pelo presidente de remédio para enfrentar o vírus chinês: Cloroquina, para a esquerda é receita do Jair Capeta; para a direita é receita do Jair Messias. Em resumo, armamento civil é grife da direita; desarmamento civil é grife da esquerda. Em meio a esse tiroteio, Agnelo Queiroz, ex-governador (PT/DF), defensor do desarmamento, teve apreendida em sua casa uma carabina, sem registro. E agora, Agnelo? Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

A defesa da Lava-Jato é compromisso de campanha do Bolsonaro, operação que vem perdendo fôlego desde Temer. Porém, há problemas entre a cúpula da Procuradoria-Geral e a força-tarefa em Curitiba, que começaram com Raquel Dodge, Procuradora-Geral. A propósito, o jornalista Glenn Greenwald - interessado em detonar a Lava-Jato - registrou o que os procuradores da Lava-Jato escreveram: “Raquel Dodge tem que ser incinerada publicamente”. Quer dizer, os conflitos com a Procuradoria começaram antes de Augusto Aras. O que deve preocupar as pessoas do bem é que, na queda de braço entre o Procurador e a força-tarefa, Aras tem o apoio de condenados ou quase (Lula, J. Dirceu, Aécio, Renan, Serra, etc) e de parte do STF (Toffoli, Lewandowski, Gilmar...).

O jornalista José Nêumanne, no seu Twitter, esta semana escreveu: “Condenados petistas, aliados e tucanos de mensalão e petrolão unem-se com o procurador-geral.” Idêntica denúncia o jornalista Políbio Braga havia feito há três meses, em seu Blog, ao alertar para a trama entre o procurador Aras, o STF e o Congresso de anistia política ampla e irrestrita para os atingidos pela Lava-Jato. Nessa senda tortuosa, o 1º passo foi dado terça-feira pelo STF na análise da juntada de prova (delação do Palocci a processo contra Lula). Foi rejeitada por Lewandowski e Gilmar, contra Fachin. Ora, isso é apenas a preparação da Corte para o golpe fatal: anular todos os processos contra Lula e sua turma, “absolvendo”, assim, os maiores assaltantes dos cofres públicos da história do Brasil. 

Por esse caminho, o Brasil começa a ser preparado para repetir, para com seus pró-homens da Lava-Jato, os EUA para com Eliot Ness (principal agente da operação que botou Al Capone, o chefão da máfia, na cadeia), que condenar Eliot, seu herói nacional, a morrer pobre e em desgraça pública por contrariar poderosos.

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